segunda-feira, 9 de maio de 2011

ÊXTASE


ÊXTASE
(Perséfone Diana)

Hoje eu pensei em você, pensei no nosso amor...
Ainda na minha memória eu sinto o seu toque na minha pele,
as suas mãos macias deslizando sobre o meu corpo...
Sinto o seu beijo, o gosto da sua boca nos meus lábios, 
o enroscar das nossas línguas, 
no beijo sedento que me deu
trazendo-me o gosto de sangue na boca...

Hoje eu quero me preparar para receber-te, 
colocarei uma blusa transparente, 
onde as curvas do meu corpo possam ser vistas
pelo seu olhar de fera...
à minha espera...
quero que me veja, atrás desse tecido branco,
onde nada esconde tudo mostra... 
Mostra meus seios,
que dão marca de demonstração
que te chama para junto do meu corpo.

Quero andar pela casa, passar meu perfume, 
soltar meus cabelos e assim te esperar...
O meu anseio é que venha depressa, não demora!
Eu tenho pressa, me sinto abrasada com a sua lembrança. 
que nesse momento toma conta de mim...
Eu quero ser a sua menina, aquela que aprende,
quero que me mostre os seus mistérios,
eu quero aprender o seu ponto fraco, 
aquele que eu possa te fazer todo meu...

Quero ao olhar nos seus olhos, sentir desprotegido, 
nesse momento não mais sereia a sua menina,
agora sou a fêmea sábia, aquela que ensina. 
te pego pela mão e te trago para perto de mim, 
com olhar de quem sabe e domina-te beijo com loucura,
deslizando de leve os meus dedos na sua boca,
eu olho os seus lábios...
E no beijo sinto sua boca gelada, 
o desejo agora é maior, 
agora você está tomado de emoção...
E quem manda nessa situação sou eu, 
você todo dependente de mim... 

Quero te ensinar o prazer despudorado,
quero fazer-te sentir amado...
No meu toque, em cada carinho. 
eu quero sentir o seu gosto de suor, 
quero lamber a sua pele,
sentir o seu gosto de homem...
E assim como a água do mar, 
beber o seu sal, te devorar.
e me banhar nesse sal,
nesse suor que banha seu corpo...
É suor de prazer...
Agora você está tão meu!

Posso te levar ao delírio com as minhas carícias,
mas venha depressa, eu quero te amar...
Deita-me, me faça sua,
olhando nos meus olhos,
meu rosto está transfigurado de tanto desejo,
com sussurros eu te chamo de meu homem,
e peço mais uma vez que me ame...
Você deita o meu corpo, 
apenas sendo coberto por esse tecido transparente,
você com seus olhos mais uma vez me despe,
olha e me deixa nua...

Agora eu não quero mais brincar de amor,
eu quero fazer amor,
quero que entre dentro de mim...
Agora eu quero ser uma pessoa não mais duas,
no momento que você estiver dentro de mim, 
eu sinto o seu corpo,
uma parte dele abrindo meu corpo,
e aumentando meu furor uterino,
sente o meu calor, toca as minhas paredes.
e num movimento de ir e vir você me toma,
quero roçar o meu peito no seu,
erguer o meu corpo até alcançar a sua boca
e mais uma vez te beijar nesse ato...

Com as pernas envolvo seu corpo, 
e agora eu perco as forças,
sou mais uma vez uma menina,
abraça-me e me deixa sua marca de homem,
que eu te bebo...
Deixa sua marca no lençol,
é o sinal do prazer que te dei,
devolvido para mim...
E com gemido gostoso de tanto prazer
eu me sinto toda sua,
depois de saciar a nossa sede, 
agora quero recuperar as minhas forças

para depois te amar mais uma vez...

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