segunda-feira, 9 de maio de 2011

ILUSÃO À MINHA ALQUIMIA




ILUSÃO À MINHA ALQUIMIA
(Perséfone Diana)


Como separa o joio do trigo eu separo a minha ilusão,
quando habita a minha mente e me traz desatino...
São os meus sonhos alçando voo alto,
nos vales dos meus abstratos.

A minha ilusão sustenta os meus dias de agonia,
quando eu remeto a realidade para uma estória bonita.
Se for dela o meu viver, como eu poderia sem ela renascer...
nas minhas fantasias eu desenho dentro de mim.

A ilusão é a esperança de novos tempos coloridos...
Quando pinta o céu de azul prateado.
Resplandece uma imagem quando revela o meu verso.
a realidade é o anverso da minha ilusão.

Permito-me viver bonito afastando a dura realidade fria...
É o meu prazer quando amo em delírios...
Repousada na minha cama onde a realidade abandou-me.
Fiz da minha ilusão a minha fiel companheira...

Nos meus passos eu me fortaleço nessa eternidade
quando inverto as minhas simetrias...
Num piscar de olhos eu fui feliz quando escrevi a minha história...
Escolhi ter fé nessa ilusão ao ter que morrer no ócio, da desesperança.

Ela está no sentir que tudo dura para sempre, no amor eterno...
É planejar um mundo perfeito quando fecho um círculo ao meu redor.
Abraçando uma árvore como se abraçasse o globo terrestre.
Pegando um monte de terra e vendo nele a minha estrada, feita de poeira.

Ela está na caridade das mãos estendidas do pedinte...
Na paz, onde verte sangue dos filhos chorosos, perdidos...
Feridos pelas mãos que não acariciam, atiram e traz a guerra.
Mentes sãs, iludem com o bem, quando triunfa a harmonia.

Sou uma alquimista num sonho desvairado,
posso transformar o material inferior no meu ouro da vida.
Hoje eu busco um atalho cósmico no infinito...
Adentro num tempo aonde vai e volta na linha do meu tempo.
Minha fonte da juventude se chama: ILUSÃO.




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