MEU ANJO
(Perséfone Diana)
(Perséfone Diana)
Hoje eu sinto como se vivesse,
O primeiro dia de encantamento.
Olho para sua foto amarelada,
O seu rosto sereno,
Parece olhar para mim...
Olhos fixos quase saltando desse papel.
Eu recordo a música que nos fez dançar de almas unidas,
Coladas, de tão coladas era uma em duas,
Ou duas em uma.
Um anjo de pele alva refletiu nos seus olhos,
Era tamanha beleza, que pensava ser surreal.
Não via naquela mulher uma beleza comum.
Ela era linda demais,
Tudo exalava desejos e encantamentos.
Era um sonho?
Não, era real!
Um sonho acordados,
Rindo ao lembrar-se da face do outro.
Rindo sozinhos das palavras de amor.
Ditas no silêncio da madrugada,
Era um eco de voz...
Um fio de lembrança, que atravessava dentro de nós,
Remexendo todos os sentidos,
Aguçando nossos desejos mais íntimos,
E nessa calada da noite,
Na insônia que não nos permitia dormir,
Fechava os olhos, o sono não vinha,
O que vinha era você.
E eu ia para você.
A estrela mais brilhante me trazia inspiração,
Para escrever os meus versos.
O clarão da lua entrava pela minha janela,
Eu estendia a mão, numa tentativa de tocar-te o rosto,
Via um vulto...
Era o meu eu que saía ao seu encontro,
Eu me via ali deitada no meu leito,
E uma parte de mim ia embora te ver.
Meu anjo?
Ouvi o seu chamado,
E vim toda inteira para você.
Coloque a nossa música,
Abraça-me, beija-me.
Olha o meu sorriso de felicidade.
Estenda suas mãos, toque nas minhas.
E me puxe com carinho
Para tocar de leve o seu corpo,
Agora eu não sei mais se estou no chão,
Ou se estou voando dentro de mim,
Nos meus sonhos.
Não sei mais se o que tens de mim...
É o meu espírito que habita em ti?
Nessa dança eu sou o seu anjo,
E vim cuidar de ti.

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