NAUFRÁGIO DA FRAGATA MEDUSA
(Perséfone Diana)
Sangue rubro nas veias é vida...
Espírito fora do corpo é morte.
A voz tem tom de vida, ecoa!
A mudez é o silêncio da morte.
Os cinco sentidos é vida...
A ausência deles é morte.
Nas mãos humanas o erro ou acerto
despedida da Vida ou da morte.
Ao longe a linha horizontal
obscura e oculta o céu e o mar...
A linha da vida e da morte.
A embarcação flutua na água...
A fragata Medusa.
Viagem com sonhos de partida
Interrompidos
entre a frança e o Senegal.
Aurora ensolarada
almas enegrecidas pelo padecimento.
Todos na mesma jangada.
Num naufrágio.
No horizonte a incógnita
Paz, guerra, o estrangeiro...
Viagem com sonhos de partida
Interrompidos
entre a frança e o Senegal.
Aurora ensolarada
almas enegrecidas pelo padecimento.
Todos na mesma jangada.
Num naufrágio.
No horizonte a incógnita
Paz, guerra, o estrangeiro...
Nos olhos foscos o brilho do medo.
Os lábios cerram, abrem os portões do desespero.
Apagou o riso que festejava a vida...
A calmaria, o silêncio dormindo no peito que grita...
A brisa, o vento sopra a canção fúnebre.
Inquietante...
Limite sombrio entre a vida e a morte.
Luta pela sobrevivência...
Delimita o fraco e o forte.
Pouco a pouco o céu macula-se
com pequenos borrões.
Agitação no mar
mortificação no lar...
A calmaria, o silêncio dormindo no peito que grita...
A brisa, o vento sopra a canção fúnebre.
Inquietante...
Limite sombrio entre a vida e a morte.
Luta pela sobrevivência...
Delimita o fraco e o forte.
Pouco a pouco o céu macula-se
com pequenos borrões.
Agitação no mar
mortificação no lar...
A sepultura não é de cimento...
Quando falta à terra a água guarda os restos mortais...
No mar, as ondas vêm e vão...
Carregam os corpos.
A escuridão pinta o céu...
Padecimento para quem fica e quem parte.
Enquanto o mundo inerte está em construção;
Os homens encontram destruição no gigante mar.
Memórias em memorial antecipado...
Limite entre o ser racional.
A vida esvaindo em lamentos...
Gemidos, prantos, gritos por socorro.
Quem ouvirá o clamor das almas atormentadas?
Limite entre o ser racional.
A vida esvaindo em lamentos...
Gemidos, prantos, gritos por socorro.
Quem ouvirá o clamor das almas atormentadas?
No fiasco da fala um segundo é a dor morrendo na
eternidade.
No alto mar os olhos cegam para a luz.
A morte é onipotente nas águas que encontram a onisciência.
No alto mar os olhos cegam para a luz.
A morte é onipotente nas águas que encontram a onisciência.
A sentença é consumada...
A lei da sobrevivência demarca quem vence.
Se alguém imaginar verá a fragata Medusa
restos em cima do mar
a revelia deixados no abandono.
Entre todos os mais diversos pensamentos...
Batalha entre o bem e o mal.
A lei da sobrevivência demarca quem vence.
Se alguém imaginar verá a fragata Medusa
restos em cima do mar
a revelia deixados no abandono.
Entre todos os mais diversos pensamentos...
Batalha entre o bem e o mal.
Num corpo onde mora a fera humana na luta se desumaniza.
Sem regras e sacramentos...
Decide quem fica e quem vai.
Ausência do ser racional.
Nos destroços o realismo e o simbolismo...
Da alma desnudada da força de cada um.
Sem regras e sacramentos...
Decide quem fica e quem vai.
Ausência do ser racional.
Nos destroços o realismo e o simbolismo...
Da alma desnudada da força de cada um.
Abandono do medo é coragem em busca de vida...
Desapego da fé quando a luta finda afunda e boia...
Alguém abana um tecido
é pedido de socorro
Há esperança...
Os doentes e feridos deitados...
Recebem a mão dos fortes.
Outros caídos sem ver salvação
erguem o braço em pedido de súplica.
Olhares perdidos deparam com corpos sem vidas...
Na mesma embarcação.
Mãos fracas empurram o outro o lançando ao mar
buscam pela salvação.
Fome, medo, um mundo de água a vista alcança.
Canibalismo é sobrevivência.
Tabu desfeito no inferno de Dante, num canto.
A alma faminta devora a carne de corpos,
dos mortos dissecados pelo sol.
A morte do outro simboliza vida de quem luta.
A energia inteligente que há na vida...
Duela contra o desligamento físico da morte.
Treze crepúsculos, treze auroras renascem...
Na partida cento e quarenta sete vidas.
Salvação num navio mercante...
Argus resgata quinze sobreviventes.
A alma não descansa dorme sem paz.
no naufrágio na confusão mental.
Ao se verem morrendo centenas de vezes...
Com os olhos abertos num milésimo de tempo que parte.
Alguém abana um tecido
é pedido de socorro
Há esperança...
Os doentes e feridos deitados...
Recebem a mão dos fortes.
Outros caídos sem ver salvação
erguem o braço em pedido de súplica.
Olhares perdidos deparam com corpos sem vidas...
Na mesma embarcação.
Mãos fracas empurram o outro o lançando ao mar
buscam pela salvação.
Fome, medo, um mundo de água a vista alcança.
Canibalismo é sobrevivência.
Tabu desfeito no inferno de Dante, num canto.
A alma faminta devora a carne de corpos,
dos mortos dissecados pelo sol.
A morte do outro simboliza vida de quem luta.
A energia inteligente que há na vida...
Duela contra o desligamento físico da morte.
Treze crepúsculos, treze auroras renascem...
Na partida cento e quarenta sete vidas.
Salvação num navio mercante...
Argus resgata quinze sobreviventes.
A alma não descansa dorme sem paz.
no naufrágio na confusão mental.
Ao se verem morrendo centenas de vezes...
Com os olhos abertos num milésimo de tempo que parte.

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