sábado, 24 de setembro de 2011

O MEU DESEJO


O MEU DESEJO
(Perséfone Diana)
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Na infame loucura eu sou o desejo
Na luxúria sou a sua fúria
ao te inquietar os músculos.
Fervilhar nas suas veias
sangue de homem alucinado.
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Tomado pelo amor afrodisíaco.
Sou sua essência das camélias.
No teu gozo eu sou o seu grito
o suor que banha o seu corpo.
Eu sou o teu exílio a felicidade no chegar.
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Em palavras trêmulas e inacabadas
meu corpo num diálogo sem fala.
Adianto os passos em busca dos seus lábios
Dou lhe meu sopro de vida e te faço meu.
Da cratera que escondo
cai na cruz das minhas pernas.
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Uma rosa vermelha em úmidas pétalas.
Percorro os seus trilhos entre seus pelos.
No inverso de nossos corpos...
Obstinadas mãos descobrindo suas vestes.
Embriagados de amor agarro a ti
O meu desejo em infinita ternura.
É a hora mais úmida onde nos encontramos.
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Duas fontes para corpos sedentos.
Acolhe-me nos seus braços
É tempo do calor, arde em mim
A exaustão do ato...
Depois te abraço
Na esperança
em possuir mais uma vez
ao despir o seu corpo.
Das ruínas do meu passado
Fiz casa na cópula selei o seu corpo
Com chave de ouro tranquei a porta.
Em contrastes de luz em negrumes
Eu te vi nu na minha pele nua.
Poro em poro exalando perfume.

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