terça-feira, 27 de setembro de 2011

TEMPLÁRIOS


TEMPLÁRIOS
(Perséfone Diana)

Nas montanhas da vida
escaladas em aventuras.
Viagem abrandada
ao se perder no crepúsculo.
Em outra miragem...
Tom quente e escaldante
sucede ao laranja tranquilo.
Vespertino...
Ao toque da primeira brisa
o verde brilhava na mata
como esmeralda lapidada.
Ao contemplar as colinas
avistei um espírito
humano, de alma vazia.
Tendo a dor mutilado o riso...
Tempo sofrido
consciente perdura.
Terra seca
traz marcas no corpo.
Sedento, embebe a água da chuva.
O sol vermelhado refletia nos vales.
Templários construídos
com carvalhos.
Uma cruz adorna o cenário.
Encontrei o esconderijo da dor...
Ao subir os montes
e descer pelas colinas.
Fiz uma prece em intercessão
vi o calvário,
coroas e o porvir.
Vaguei pela odisséia
seguindo aquele vulto.
vi-me no combate
quebrei paradigmas.
Estendi o meu estandarte.
Clamei pela glória e pela vitória.
Com os olhos turvos eu entendi...
Eu atravessei um caminho
Entre a vida e a morte.
O vulto que eu vi era a minha sombra
enquanto me olhava
andando.
Do início até o fim.
A fênix e a âncora
Renascimento e eternidade.


Nenhum comentário: