AMO-TE NA CABANA
(Perséfone Diana)
Busca por mim nessa noite, faça-me ver as sombras do passado...
enterradas num bosque distante,
aonde tem a beleza que um dia se fez majestade e que hoje se foi...
Com lagos e peixes dourados, belas carpas bailando na água,
uma árvore frutífera, um pássaro voando com um galho no bico
quando tece o seu ninho é um arquiteto da natureza...
Ovos fecundos, fêmea que choca quietinha
à espera pelos seus filhotes...
Mas hoje me leva para cabana, sem porta e sem janela...
Permita-me ver a lua, deixa-me tocar o céu...
Quando ao olhar a escuridão
verei luzes dos vaga-lumes nos alumiando...
Fazendo festa, quando enfeita os meus olhos na penumbra...
Me pega pela mão e me conduza pelo seu caminho,
aonde seu pé pisar, eu pisarei também,
em segurança eu ando nos seu compasso.
Na linha do tempo eu me perco, esqueço o raciocínio e a civilização...
Não quero luxo, apenas quero a nossa cabana...
Uma cama nela, um lençol limpinho,
um fogão à lenha, duas cadeiras uma minha e a outra sua...
Sem cortinas para ajeitar, sem janela para fechar.
A luz é a centelha quando sentimos nossos corpos latejar...
Eu olho para o chão, vejo um piso velho de madeira...
quando recebe dois pares de chinelos usados
do tamanho dos nossos pés, são nossos!
Uma colcha de retalhos, com desenhos geométricos e coloridos,
vejo rosinhas em cada quadrinho...
No canto da parede uma moldura,
um casal abraçado e bem unido,
um retrato meu e seu, eternizado nesse amor dos simples...
Ofereço-te uma xícara de café bem quente...
Em goles bebe o café, enquanto me bebe olhando fitamente...
Deita seu corpo na nossa cama, na cabana...
Eu continuo olhando para o céu tão bonito...
Na insônia dessa noite, com o som dos sapos nos pântanos...
Com o chirriar da coruja, bem de longe!
Eu olho para você, vejo seus olhos cerrados,
dorme um sono profundo, feito anjo...
Para não acordá-lo...
No desejo de tocar o seu corpo eu me contenho...
Pairo as minhas mãos sobre seu rosto, sem tocar...
com dois dedos desenho o seu contorno,
desço pelo seu corpo, fazendo círculos com os dedos...
Assim vou te delineando...
Tão lindo seu rosto no sono,
inclino meu corpo, dou de leve um beijo na sua boca...
Sem intenção de despertar-te eu desperto...
E num sussurro te peço que me ame!
De longe, bem longe ouço uma flauta tocar,
não sei se é música de flauta
ou se é o som do vento, cantando para nosso amor consumar...
Aqui eu sou sua,
nesse amor feito na nossa cabana!
Deitados sobre a colcha de retalhos.
Nossos corpos desnudados,
Numa cabana sem portas e sem janelas.
Sinto-me uma eremita...
No isolamento, a única luz que aceito e da lua cheia.
Aqui será nosso passado, presente e futuro.
A nossa cabana!
(Perséfone Diana)
Busca por mim nessa noite, faça-me ver as sombras do passado...
enterradas num bosque distante,
aonde tem a beleza que um dia se fez majestade e que hoje se foi...
Com lagos e peixes dourados, belas carpas bailando na água,
uma árvore frutífera, um pássaro voando com um galho no bico
quando tece o seu ninho é um arquiteto da natureza...
Ovos fecundos, fêmea que choca quietinha
à espera pelos seus filhotes...
Mas hoje me leva para cabana, sem porta e sem janela...
Permita-me ver a lua, deixa-me tocar o céu...
Quando ao olhar a escuridão
verei luzes dos vaga-lumes nos alumiando...
Fazendo festa, quando enfeita os meus olhos na penumbra...
Me pega pela mão e me conduza pelo seu caminho,
aonde seu pé pisar, eu pisarei também,
em segurança eu ando nos seu compasso.
Na linha do tempo eu me perco, esqueço o raciocínio e a civilização...
Não quero luxo, apenas quero a nossa cabana...
Uma cama nela, um lençol limpinho,
um fogão à lenha, duas cadeiras uma minha e a outra sua...
Sem cortinas para ajeitar, sem janela para fechar.
A luz é a centelha quando sentimos nossos corpos latejar...
Eu olho para o chão, vejo um piso velho de madeira...
quando recebe dois pares de chinelos usados
do tamanho dos nossos pés, são nossos!
Uma colcha de retalhos, com desenhos geométricos e coloridos,
vejo rosinhas em cada quadrinho...
No canto da parede uma moldura,
um casal abraçado e bem unido,
um retrato meu e seu, eternizado nesse amor dos simples...
Ofereço-te uma xícara de café bem quente...
Em goles bebe o café, enquanto me bebe olhando fitamente...
Deita seu corpo na nossa cama, na cabana...
Eu continuo olhando para o céu tão bonito...
Na insônia dessa noite, com o som dos sapos nos pântanos...
Com o chirriar da coruja, bem de longe!
Eu olho para você, vejo seus olhos cerrados,
dorme um sono profundo, feito anjo...
Para não acordá-lo...
No desejo de tocar o seu corpo eu me contenho...
Pairo as minhas mãos sobre seu rosto, sem tocar...
com dois dedos desenho o seu contorno,
desço pelo seu corpo, fazendo círculos com os dedos...
Assim vou te delineando...
Tão lindo seu rosto no sono,
inclino meu corpo, dou de leve um beijo na sua boca...
Sem intenção de despertar-te eu desperto...
E num sussurro te peço que me ame!
De longe, bem longe ouço uma flauta tocar,
não sei se é música de flauta
ou se é o som do vento, cantando para nosso amor consumar...
Aqui eu sou sua,
nesse amor feito na nossa cabana!
Deitados sobre a colcha de retalhos.
Nossos corpos desnudados,
Numa cabana sem portas e sem janelas.
Sinto-me uma eremita...
No isolamento, a única luz que aceito e da lua cheia.
Aqui será nosso passado, presente e futuro.
A nossa cabana!

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