segunda-feira, 17 de outubro de 2011
ANJO BARROCO
ANJO BARROCO
(Perséfone Diana)
Ah!Eu gosto das manhãs frescas de março.
Dos frutos maduros das colheitas nesses dias curtos.
Tapetes de folhas no outono nutrem e cobrem a terra.
É tempo de guardar o alimento
Acobertar para o inverno.
Ah! Eu gosto do meu plano orbital da minha translação.
Quando me divido em norte e sul vivo das estações.
Das noites longas ou mais curtas.
Sou a igualdade na primavera o eixo da minha rotação.
Vivo doze horas de luz outras doze no negrume.
Ah!Eu gosto das margens e das fontes
Dos pássaros canoros, ao despertar numa rósea aurora.
À flor da idade numa aquarela em lira, o céu se abria.
Arrebatava os amores, separava os cardos das flores.
Quão formoso era o meu rosto, ao sorrir para o anjo luzente.
Aqui eu posso ouvir uma música lírica
Contemplo um templo barroco.
Anjos renascentistas pintam uma antiga era.
Adornam os tetos e tudo se faz esplendor.
De luxo pintam a imagem de cristo redentor.
A cruz santificada carrega o enfado.
Se acaso contemplar o anjo nu, esculpido...
É tal qual uma poesia de amor que porfia.
O reflexo do anjo nu, sem malícia...
No rosto apático, sem nenhum gemido.
Desfaço o vácuo ao inverter os prismas,
Resgato o meu anjo florente que não é mudo.
Alma viva, eterno para todo o sempre.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário