segunda-feira, 17 de outubro de 2011
MEU TREVO DO AMOR
MEU TREVO DO AMOR
(Perséfone Diana)
Renasci ao raiar do sol,
dei adeus
ao meu túmulo feito de passado.
Cobri meu corpo com tule branco...
Acariciou a minha pele
sutilmente.
Desfiz dos meus labirintos.
Vi-me pétalas de rosas,
delicadas e desfolhadas
fui eu nessa nova era.
Um trevo de quatro folhas
brindada pela sorte
vi um mago druida.
Absorvi o dom
a mim imputado.
Adentrei
em todos os veios das florestas.
Nesse amuleto
eu vi meu complemento.
Quatro braços em quatro folhas...
De um lado
eu estendi as minhas duas mãos.
Do outro lado
entrelaçastes em mim.
Unidos pelas folhas do trevo
De quatro braços
fizemos-nos um só corpo...
Fechamos um ciclo
O meu eu e o seu.
Passamos por todas as estações.
Nas quatro fases da lua.
O ar, fogo, terra e água...
Nessa passagem e encerramento,
fechaste-me dentro de si...
Nessa união de braços
somos...
Esperança, fé, amor e sorte.
Nesse jardim habita o meu trevo...
A metade que faltava em mim.
Meu cálice...
Minhas sépalas eu te ofereço,
ao semear os sete sentidos
no seu corpo.
Como água ardente vertida
Pulsa as veias com sangue quente...
Ao tocar meus lábios
bebeu na minha fonte cristalina.
Eu renasci dentro de si...
Assim nos unimos no trevo...
E na comunhão dos corpos...
Na libido
sou rosa vermelha desfolhada.
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2 comentários:
Ao som delicioso
das cores da madrugada,
teu corpo volúpia
se descobriu
na névoa dos meus olhos
em forma de um rosa vermelha
desfolhada...
Ternos beijos,
AL
Sensacional! De uma sensualidade sutil e elegante. Gostei pacas.
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