segunda-feira, 17 de outubro de 2011
TE NECESSITO MEU HOMEM
TE NECESSITO MEU HOMEM
Eu te necessito no dia e na noite
da mão quente em meu corpo
da sua boca molhada lubrificando a minha gruta.
Meu corpo esmorecido e afoito
respiração apressada nesse ato.
Sou a dama de vermelho
nessa fantasia desvairada
me visto com sete véus
no quadril e nos seios
bailo levitando meu corpo
com leveza
cai os véus que cobrem meu corpo
de vermelho tenho o rubor na face.
Na boca o gosto do mel da colméia
ao lambuzar seu corpo eu me degusto
viajo com a língua em cada esfera
da nuca aos pés sigo meu percurso
onde tudo começa e tudo renasce.
Esfrio a boca no gelo para acalmar o seu calor
em sucção sorvo seu gosto.
Mostra-me o seu tesão que me enleia
no amor mudo sou insaciável
do seu corpo quero as lavas do vulcão.
Enlaço minhas pernas em seu dorso
desarruma meus cabelos soltos
na cavalgada desse amor selvagem.
de sereno temos as gotas úmidas ao relento
tal qual um rebento eclode a minha rosa.
Os meus seios são dois frutos suculentos
devora com apetite de pássaros famintos.
No meu riso sua boca declama poesia
nossos corpos num caminho estreito adentra
o seu eu no meu convexo.
Alucinados tomamos desse vinho
no seu corpo eu me embriago
depois do ato, nossas almas se entrelaçam
na nudez somos o agasalho
dos corpos sobre o outro.
Assim no seu ombro macio
deito a minha cabeça fito seus olhos
e falo em gemidos:_ Venha meu homem!
Preciso entregar a ti o meu tesouro
o meu corpo já tem dono
tome posse e lhe dê a unção
com o seu úmido me santifica.
Nossos corpos em salvação
arrebatados bendizendo o meu nome.
Assinarei em teu corpo com a língua, o meu amor
entre gritos e ais te faremos um rito.
Sufoca os meus gritos com seus lábios.
De tanto gozo te doo sempre mais de mim.
PERSÉFONE DIANA
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