segunda-feira, 7 de novembro de 2011
UMA VISÃO DO AMOR
UMA VISÃO DO AMOR
(Perséfone Diana)
Mundo conturbado cegueira da moral...
Raridade pura e singela nesse breve instante.
Lábios sedutores fortuna da amante.
O gosto de uma palavra terna
Pluralidade nunca tardia brava união.
Tristeza sem sentido leva a vida em vão.
Cidade enfeitada pelo brilho dos faróis
Pessoas andam em caminhos opostos.
Almas diferentes com dores mentais, buscam alívio...
Vozes que não sabem o valor da unidade.
Brados tiram a paz, lares em desunião.
Fins cavados pelas próprias mãos, em omissão.
Pela indiferença não estendem os braços.
Negam o abraço atrás de suspiros magoados.
Amor, sentimento genuíno deteriorado.
Por um milagre desperto, ao ladrar do cão.
Contentar-me-ei dizendo o que renego.
A cegueira não me cegou para o amor.
Eu digo a essa ingrata maldição...
Que não me cegue os olhos, nem cale a minha voz.
Que os meus caminhos não sejam retos
mas, que não se fechem em círculos...
Não me delimite na linha ociosa, onde pisam os tiranos.
Ao silenciar a noite, ouço sinos imaginários
anunciam santidade...
Ouvi o pranto sob o cantar do vento, obscuro.
Dias festivos perdidos no tempo, se deram ao encontro.
A multidão caminhava em procissão, em ritmo lento.
Seguindo o trotar dos cavalos adornados, marchavam.
Findando a rua dissipava em névoas, toda multidão.
Sob a brisa fria no meu rosto lívido, eu contemplei...
Crepúsculos rasgados tingiram meu olhar
Como uma lira eu via faces felizes.
Em esplendor alguém me olhou, quando descobriu o amor.
A senhora do tempo me perguntou:
_Em que dimensão aconteceu esse sonho?
_Esse sonho está além do infinito!
Está na dimensão...
No tamanho do meu amor.
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