LIBERDADE
Perséfone Diana
Um deus mudo sem ação assim me fizeram.
Braços atados sem movimentos, assim me prenderam.
Muralhas de pedras assim me concretizaram.
Minha carne sem movimento enquanto a voz gritava.
Com os pés atados encurtaram meus passos,
uma estátua de barro oca e viva, que não proclamava.
Nos elos das correntes imaginárias eu era cativa.
Uma pedra por fora, meu corpo estático não reagia.
Num coração que pulsava vida e o brado saía...
Determinada fui ao combate e ocultei meu vazio.
A estátua desvinculando da parede, ganhava sopro de vida.
Da muralha concretizada em mim, encontrei adversidade.
Me fiz de fortaleza ao usar um braço, quando me desprendi.
A mente aspirava liberdade quando a alma voava nos rochedos.
Movi a cabeça deixei de ser deus mudo, descobri que podia...
Ir além do lugar que me imortalizaram me fiz de oleira
moldei-me múmia viva.
Ao sentir o grito da alma quando olhava para mim...
Desprendi a cabeça, ganhei vida, novo sangue pulsando na veia seca.
A força maior do que a fragilidade, enclausurada me fazia liberta.
A potência e o vigor pela vida foi maior do que as ataduras.
A pedra da minha existência era quebrada, com dor...
E eu me soltava com ânsia para dar os primeiros passos
Para falar o que a alma gritava...
Ao inclinar o meu corpo frágil eu lutei comigo mesma...
Sendo eu a prisioneira, só tinha a mim, para dar a liberdade...
Sozinha, desamparada, pelos deuses que falam...
Eu derrubei a minha muralha quando saí com passos fortes
Dançava enquanto erguia os braços para os anjos do céu...
Proclamava a minha liberdade enquanto comemorava
Olhando alguém para abraçar, não encontrei ninguém.
Encontrei meus braços alcei voo, dancei nas ruas, em meu mausoléu...
E para quem não acreditar que deus mudo pode falar
Estou aqui para que vejam a minha vitória...
Na muralha tem sombra do meu corpo, lugar onde eu habitava...
Hoje quando olho para ele vejo a ausência da prisioneira,
que um dia falou com a pedra, nos vazios de paredes.
Que a. esperança é a última que morre que é preciso morrer na luta.
que podemos ser o brado quando nos calam...
Que podemos ir além quando nos prendem...
Que podemos voar dentro de nossa alma, onde ninguém entra sem ser cativo.
E poder cantar uma bela canção...
EU SOU EU SOU... Aquela deusa muda que falou...
Quem duvidar das possibilidades veja no meu corpo...
Deixou de ser pedra, quando bateu um coração.
E te convido a vir comigo quebrando rochas, sendo pássaros livres
que fazem ninhos no alto, nos sobrados, jamais serão ninhos petrificados...
Por que eu sou a liberdade da pedra, que abalou a própria muralha
e agora me banho na minha liberdade...
Enquanto pensarmos que estamos podados e aceitarmos correntes,
seremos uma tumba...
Mortos vivos sem fala, sem ouvido e sem movimentos...
No dia que a fé for maior, que o desejo de ir além da covardia, a coragem renasce.
Seremos a fala que ecoa na rosa dos ventos...
Alguém saberá que me libertei e estarei bailando por aí, com outro deus que tem fala...
Não vida não importa quantos movimentos teremos que fazer para alcançar o triunfo...
Começando pelo descarregar dos fardos nos ombros, uma mão que quebra barreira...
Quando perceber o corpo inteiro contribuiu para uma causa
poder provar da lápide desfeita, a nossa miragem, o nosso nome falado nas alturas...
O MEU NOME É LIBERADE.
Perséfone Diana
Um deus mudo sem ação assim me fizeram.
Braços atados sem movimentos, assim me prenderam.
Muralhas de pedras assim me concretizaram.
Minha carne sem movimento enquanto a voz gritava.
Com os pés atados encurtaram meus passos,
uma estátua de barro oca e viva, que não proclamava.
Nos elos das correntes imaginárias eu era cativa.
Uma pedra por fora, meu corpo estático não reagia.
Num coração que pulsava vida e o brado saía...
Determinada fui ao combate e ocultei meu vazio.
A estátua desvinculando da parede, ganhava sopro de vida.
Da muralha concretizada em mim, encontrei adversidade.
Me fiz de fortaleza ao usar um braço, quando me desprendi.
A mente aspirava liberdade quando a alma voava nos rochedos.
Movi a cabeça deixei de ser deus mudo, descobri que podia...
Ir além do lugar que me imortalizaram me fiz de oleira
moldei-me múmia viva.
Ao sentir o grito da alma quando olhava para mim...
Desprendi a cabeça, ganhei vida, novo sangue pulsando na veia seca.
A força maior do que a fragilidade, enclausurada me fazia liberta.
A potência e o vigor pela vida foi maior do que as ataduras.
A pedra da minha existência era quebrada, com dor...
E eu me soltava com ânsia para dar os primeiros passos
Para falar o que a alma gritava...
Ao inclinar o meu corpo frágil eu lutei comigo mesma...
Sendo eu a prisioneira, só tinha a mim, para dar a liberdade...
Sozinha, desamparada, pelos deuses que falam...
Eu derrubei a minha muralha quando saí com passos fortes
Dançava enquanto erguia os braços para os anjos do céu...
Proclamava a minha liberdade enquanto comemorava
Olhando alguém para abraçar, não encontrei ninguém.
Encontrei meus braços alcei voo, dancei nas ruas, em meu mausoléu...
E para quem não acreditar que deus mudo pode falar
Estou aqui para que vejam a minha vitória...
Na muralha tem sombra do meu corpo, lugar onde eu habitava...
Hoje quando olho para ele vejo a ausência da prisioneira,
que um dia falou com a pedra, nos vazios de paredes.
Que a. esperança é a última que morre que é preciso morrer na luta.
que podemos ser o brado quando nos calam...
Que podemos ir além quando nos prendem...
Que podemos voar dentro de nossa alma, onde ninguém entra sem ser cativo.
E poder cantar uma bela canção...
EU SOU EU SOU... Aquela deusa muda que falou...
Quem duvidar das possibilidades veja no meu corpo...
Deixou de ser pedra, quando bateu um coração.
E te convido a vir comigo quebrando rochas, sendo pássaros livres
que fazem ninhos no alto, nos sobrados, jamais serão ninhos petrificados...
Por que eu sou a liberdade da pedra, que abalou a própria muralha
e agora me banho na minha liberdade...
Enquanto pensarmos que estamos podados e aceitarmos correntes,
seremos uma tumba...
Mortos vivos sem fala, sem ouvido e sem movimentos...
No dia que a fé for maior, que o desejo de ir além da covardia, a coragem renasce.
Seremos a fala que ecoa na rosa dos ventos...
Alguém saberá que me libertei e estarei bailando por aí, com outro deus que tem fala...
Não vida não importa quantos movimentos teremos que fazer para alcançar o triunfo...
Começando pelo descarregar dos fardos nos ombros, uma mão que quebra barreira...
Quando perceber o corpo inteiro contribuiu para uma causa
poder provar da lápide desfeita, a nossa miragem, o nosso nome falado nas alturas...
O MEU NOME É LIBERADE.

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