A CASA
DO ZÉ
(Perséfone Diana)
(Perséfone Diana)
Numa estradinha de terra cheia de curvas
árvores em copas sombrosas
gramado verde no chão...
Flores silvestres enfeitam o caminho.
Ao olhar bem de longe
noto uma casinha,
feita de adobe à beira do córrego.
Cercada com bosque encantado...
Vislumbrei diversas penas coloridas
em mil cantos canoros.
Com alegria toda beleza senti.
céu azul colorido de aves eu vi!
árvores em copas sombrosas
gramado verde no chão...
Flores silvestres enfeitam o caminho.
Ao olhar bem de longe
noto uma casinha,
feita de adobe à beira do córrego.
Cercada com bosque encantado...
Vislumbrei diversas penas coloridas
em mil cantos canoros.
Com alegria toda beleza senti.
céu azul colorido de aves eu vi!
Cerca viva contornava o jardim...
Um banco no verde da grama.
Sentei refulgente entre frestas, pensei:
_É hora de ouvir o silêncio
Calar o eco que grita.
Entre os intervalos do tempo renovo-me.
Alguém caminha cantando
indo embora para casa.
Um chapéu de palha na cabeça.
Pés descalços na estrada...
Cada pisada levanta poeira vermelha.
Um banco no verde da grama.
Sentei refulgente entre frestas, pensei:
_É hora de ouvir o silêncio
Calar o eco que grita.
Entre os intervalos do tempo renovo-me.
Alguém caminha cantando
indo embora para casa.
Um chapéu de palha na cabeça.
Pés descalços na estrada...
Cada pisada levanta poeira vermelha.
Contam contos dos homens enquanto canta.
Enredados pela dor ou alegria plena.
É hora de ouvir o silêncio...
Calar as perguntas
em ecos que entoa.
Cantar o vermelho dourado...
Indo embora sorrindo, vejo o riso do sol.
Por onde anda o homem apressado?
Sumiu na linha da estrada reta do sol.
Enredados pela dor ou alegria plena.
É hora de ouvir o silêncio...
Calar as perguntas
em ecos que entoa.
Cantar o vermelho dourado...
Indo embora sorrindo, vejo o riso do sol.
Por onde anda o homem apressado?
Sumiu na linha da estrada reta do sol.
Fez noite no sertão...
Em busca do que vi escrevo esse conto
Será a vida de um homem que ama,
Possui um coração onde mora sua rainha.
Tantas estrelas enfeitam aquele sertão
Para ficar registrado o nome dele é Zé.
Em busca do que vi escrevo esse conto
Será a vida de um homem que ama,
Possui um coração onde mora sua rainha.
Tantas estrelas enfeitam aquele sertão
Para ficar registrado o nome dele é Zé.
Eu vi um rancho de flores
Eu vi um chão coberto por folhas.
Eu vi a casa do Zé...
Na janela uma jardineira
Margarida e mini- rosa.
Eu vi o branco e amarelo meu bem querer.
Eu vi na corola uma gota refletida.
Eu vi uma gota de orvalho.
Eu vi uma festa na mata...
Os querubins e deusas protetoras.
Celebravam com flauta de bambu.
Conversei com as estrelas e cantei junto.
Saudosa eu despeço desse cenário...
Volto para casa no deserto da cidade.
Os vaga-lumes ficaram na linha do conto...
Quando penso no Zé, sei que está tudo igual.
Lá no sertão...
Na madrugada ele pisará mais uma vez
o chão de poeira do meu sertão.
Ao baixar a cabeça verá uma marca de pé
ele saberá que eu caminhei por ali.
Deixei para trás o cenário com os pés no chão.
Eu vi um chão coberto por folhas.
Eu vi a casa do Zé...
Na janela uma jardineira
Margarida e mini- rosa.
Eu vi o branco e amarelo meu bem querer.
Eu vi na corola uma gota refletida.
Eu vi uma gota de orvalho.
Eu vi uma festa na mata...
Os querubins e deusas protetoras.
Celebravam com flauta de bambu.
Conversei com as estrelas e cantei junto.
Saudosa eu despeço desse cenário...
Volto para casa no deserto da cidade.
Os vaga-lumes ficaram na linha do conto...
Quando penso no Zé, sei que está tudo igual.
Lá no sertão...
Na madrugada ele pisará mais uma vez
o chão de poeira do meu sertão.
Ao baixar a cabeça verá uma marca de pé
ele saberá que eu caminhei por ali.
Deixei para trás o cenário com os pés no chão.

Um comentário:
Maravilhos amiga, quando publicar um livro quero um bem autografado nem que vá ao Brasil de prepósito.Beijinhos ADOREI.
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