EU ERA
FELIZ E NÃO SABIA
(Perséfone
Diana)
Além de
tudo que está diante de mim, há o tempo;
Mais
alto do que o sonho de amor poético.
Sonhando
ardentemente morar no momento certo;
Até
partir de mim e me encontrar em outra era;
Mostrou-me
o berço que nasci e o lençol abaixo da terra;
E poder
dizer: _Eu era feliz e não sabia!
A vida
voa seguindo a direção contrária das corujas;
Se o
agouro está no tempo acontecido, deixado ao desdém.
A
primeira estrela, o foco vigilante morrendo no charco.
É meu
pesar, quando vi a luz entrando no poço escuro;
Vi mãos
sujas de terra a que plantou o lírio e cavou o poço.
E poder
dizer:_ Eu era feliz e não sabia.
Debutante
numa noite estrelada eu estreava;
Aroma
de pêssego exalava entre as madeixas;
Frescor
vindo da pele enquanto o mundo acontecia;
Dentro
dos braços de um homem eu amava os sonhos.
Sensualidade
pura dançava o amor com pureza de révora;
Os
risos, o dia abraçando o sol, eu era feliz e não sabia!
Hoje eu
subi bem alto dentro da imaginação;
Cobiçada,
eu cobicei a vida formosa, multicolorida.
Eu não
fingia felicidade eu era o presente esperado;
Olhando
a fotografia eu vi a época distante, até chegar agora.
Despertando
em fascínios eu vi o poderoso planeta,
Vi a
passarada despedindo da última luz; Eu era feliz e não sabia!
A
magnanimidade do leão que me seguiu em brasão;
Estampado
no meu corpo, deitada na selva, o tempo injustiçado.
Ansiosa
desejando voltar naquele tempo desvalorizado,
O dia
de hoje me assombra ressuscita quimeras da sombra lá de trás;
Eu
estou perdida no tempo no encontro com a felicidade,
O tempo
é um devorador de felicidade e de dor;
Mostra-me
que do nascimento até a morte, há o derradeiro segundo;
Aquele
que mostrará para sempre que: Eu era feliz e não sabia!

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