segunda-feira, 25 de junho de 2012

O BREU E A LUZ




O BREU E A LUZ

(Perséfone Diana


Por onde anda o vago que sai?
Passou pela multidão em busca de igual.
A solidão tingiu de vermelho a lágrima que cai.
Jogado à sorte que resiste escolheu ser quem vai.

Seguiu procissão em busca de igual;
Encontrou o amor na fé do sensato;
Viu o tirano e o orgulho morrendo em dois.
Ali inerte único! Mais ermo do que terra desterrada.

Sentindo o abandono esmero, em resistência que oprime;
O tempo dado convertido em fardo;
Dias emancipados em solidão exaurida;
Clareiras em furnas promessa no céu esperança.

Pequenez diante de rochedos gigantes;
Pequenez de uma flor nascida lá na fresta da rocha;
Tudo era maior do que o homem em terra de gigantes;
Esperança projetada no grão da rafflesia arnoldi.

Persiste o enfado naquela vida insossa;
Através dessa viagem, agora, eu vi quem foi;
Sucessão ao nascer e no morrer do sol;
Sem morrer o homem abandonado que esvai.

O que aconteceu com a luz e com o breu, onde estão?
Equivocado o homem andava no breu;
Corria feito cavalo alado encontrando à luz do outro dia;
Deparando com o dia não encontrava a luz do seu breu.

Perdido de si persistia em enxergar os campos sem cores;
Enquanto cobria os olhos com o manto da noite.
Por aí em noites solitárias, ouve-se o canto triste do homem;
Ao nascer do sol, o mundo ouve o lamento do que foi...
E ficou em desgosto na fagulha do tempo que vai.




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