O CICLO
DO VENTO
(Perséfone
Diana)
Cores
secas outoneiras secam pastagens!
O
começo preparado assopra o vento lá no alto.
Canta...
Revelando
a alma, estação ofuscada, necessária!
Olhando
para trás acertando erros ao esconder do sol.
Mostra-se...
Força
resistente às intempéries é raiz do coração.
Natureza
humana hiberna, gruta imaginária exila.
Olhai
quando emergir gloriosa estrela matutina.
Corolas
florentes envolveram o chão;
Vento
minuano encontram flores mortas;
Mirando
futuro encontram-se novas floradas.
Despida
do véu encontra-se árvores sem folhagens;
Fortificando
com golpes cortantes do vento, contorce...
Não é
ousadia enfrentar o vento, faz parte da criação.
A
estação arranca tudo com autorização do criador, renove!
Até lá
deixa a planta chorando ao vento,
Acompanhando
ciclos, observe atento!
É a
primeira e derradeira beleza brindando luz;
A lua
cheia em transformação.
Se
dormir para sempre não verá o espetáculo renovador.
Não
tenha medo do uivo do vento ao rugir no monte...
É o
tempo frio consolador, semeando semente, é missão!
Lá fora
desponta a essência de gerânio silvestre;
Acalma
seu sono, instiga a calmaria, pois é o véu que rompe.

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