segunda-feira, 25 de junho de 2012

O CICLO DO VENTO


O CICLO DO VENTO

(Perséfone Diana)

Cores secas outoneiras secam pastagens!
O começo preparado assopra o vento lá no alto.
Canta...
Revelando a alma, estação ofuscada, necessária!
Olhando para trás acertando erros ao esconder do sol.
Mostra-se...
Força resistente às intempéries é raiz do coração.
Natureza humana hiberna, gruta imaginária exila.

Olhai quando emergir gloriosa estrela matutina.
Corolas florentes envolveram o chão;
Vento minuano encontram flores mortas;
Mirando futuro encontram-se novas floradas.
Despida do véu encontra-se árvores sem folhagens;
Fortificando com golpes cortantes do vento, contorce...
Não é ousadia enfrentar o vento, faz parte da criação.
A estação arranca tudo com autorização do criador, renove!

Até lá deixa a planta chorando ao vento,
Acompanhando ciclos, observe atento!
É a primeira e derradeira beleza brindando luz;
A lua cheia em transformação.
Se dormir para sempre não verá o espetáculo renovador.
Não tenha medo do uivo do vento ao rugir no monte...
É o tempo frio consolador, semeando semente, é missão!
Lá fora desponta a essência de gerânio silvestre;
Acalma seu sono, instiga a calmaria, pois é o véu que rompe.





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