AÇUCENA-FORMOSA
( Perséfone Diana)
Deixei fechar os meus olhos em cada sonho desperto,
passeei em sua alma quantas vezes me permiti.
Atravessei o tempo
santo enveredei em si...
Encontrei no cárcere a pedra inerte do seu corpo.
Revivi dentro do cálice de seus lábios a liberdade,
partilhei a minha pele quando vesti sua carne nua.
O ar imortal me doou a vida, misturei em si,
espalhei o mel adocicando o seu caminho...
Só eu caminhava, seguindo coração cingido de prados,
lambendo dos seus olhos doces, um sim.
Catando as migalhas de palavras doadas a mim,
evitando a sombra fui a sobra sem inversão.
Devolva-me seus lábios e diga-me tudo,
o que há de mais profundo no outono morto.
Nasça num jardim de açucenas deita-se muda e serena,
sobre a sua cintura eu me agarro abraço o futuro que desponta.
Partindo a noite em dia, faça de mim o impossível em suas mãos,
dê-me razão, me plante a fertilidade em minhas possibilidades.
Vai passando as tardes o mel amargo emana nos favos invisíveis.
Curva-me diante do silêncio conta-me do seu amor...
Diante de minha fraqueza ouça o choro do pássaro.
Mortal lhe imortalizei nessa estória,
Nesse desvario fechei a capa do livro,
as ramas das folhas nos tocam, toca-se de olhos fechados.
Minha açucena-formosa raspando esse coração
sangrando perdendo a decência,
nesse broto de flor, me cura e me inflama.
Trema em meus braços ferindo o meu íntimo trancado.
O vento vai, os olhos fitam o balanço do seu corpo, agita-me.
Nas ruas desertas iluminadas, nas montanhas apagadas saiamos,
bebendo do melhor vinho acompanha esse boêmio,
não vá provar desse passado que a noite lhe farta.
Lá fora a porta fechou, os vigias foram embora...
Para sempre estaremos aqui trancados nos versos.
Beba em minha boca as verdades,
minha dama da noite perfumada.
Se vista de vermelho escuro brindaremos na gota serena de vinho.
Na lua gelada seu corpo quente o meu esquenta,
no oco dessa paixão ecoa gemidos no gozo da vida,
morreremos na eternidade, enterraremos todos os restos de saudade.
Um astro, um espectro, não!
É Minha açucena-formosa.
Encontrei no cárcere a pedra inerte do seu corpo.
Revivi dentro do cálice de seus lábios a liberdade,
partilhei a minha pele quando vesti sua carne nua.
O ar imortal me doou a vida, misturei em si,
espalhei o mel adocicando o seu caminho...
Só eu caminhava, seguindo coração cingido de prados,
lambendo dos seus olhos doces, um sim.
Catando as migalhas de palavras doadas a mim,
evitando a sombra fui a sobra sem inversão.
Devolva-me seus lábios e diga-me tudo,
o que há de mais profundo no outono morto.
Nasça num jardim de açucenas deita-se muda e serena,
sobre a sua cintura eu me agarro abraço o futuro que desponta.
Partindo a noite em dia, faça de mim o impossível em suas mãos,
dê-me razão, me plante a fertilidade em minhas possibilidades.
Vai passando as tardes o mel amargo emana nos favos invisíveis.
Curva-me diante do silêncio conta-me do seu amor...
Diante de minha fraqueza ouça o choro do pássaro.
Mortal lhe imortalizei nessa estória,
Nesse desvario fechei a capa do livro,
as ramas das folhas nos tocam, toca-se de olhos fechados.
Minha açucena-formosa raspando esse coração
sangrando perdendo a decência,
nesse broto de flor, me cura e me inflama.
Trema em meus braços ferindo o meu íntimo trancado.
O vento vai, os olhos fitam o balanço do seu corpo, agita-me.
Nas ruas desertas iluminadas, nas montanhas apagadas saiamos,
bebendo do melhor vinho acompanha esse boêmio,
não vá provar desse passado que a noite lhe farta.
Lá fora a porta fechou, os vigias foram embora...
Para sempre estaremos aqui trancados nos versos.
Beba em minha boca as verdades,
minha dama da noite perfumada.
Se vista de vermelho escuro brindaremos na gota serena de vinho.
Na lua gelada seu corpo quente o meu esquenta,
no oco dessa paixão ecoa gemidos no gozo da vida,
morreremos na eternidade, enterraremos todos os restos de saudade.
Um astro, um espectro, não!
É Minha açucena-formosa.

Nenhum comentário:
Postar um comentário