quarta-feira, 10 de outubro de 2012

AMOR TORRENCIAL




































AMOR TORRENCIAL
(Perséfone Diana)

No olhar enigmático distante,
alheio a tudo, abduzido
leva-me em sua meditação.
Tira-me do mundo surreal,
defrontando seus olhos
despindo meu corpo sigiloso.
Não estando aqui, partículas uniram-se,
na integração quântica,
detectando o mais profundo.
Resguarda a complexidade
na carência da fala, eu lhe entendo.
Nesse momento meditando sobre mim,
serei mais do que o espírito que mora em si.
Sou alma companheira
que de longe interage...
oriundos de um mundo ancestral.
Amor torrencial mobilizando corpos.
A energia emanada da nossa matéria,
desintegra do corpo físico,
partindo de nós,
unindo ao sagrado, conivência,
bem sintonizada.
Dialeto rápido, surgindo como trovão,
aparição da luz.
Assim comunico-me...
Repousa seu corpo e a sua felicidade, 
Serenamente veja as cores reluzentes.
Pontos luzentes rompendo noite e dia,
colidindo parte magnética.
No dia perde-se na luz...
Atrás da noite, brilho celestial.
Defronte a nova luz, nessa inteireza
me liberto para poder voar.
Livre, prendo-me a empatia,
geradora de amor.
Abordo seus medos subjugando a cólera...
Por que agora tudo que maldizia,
perdeu-se em noite vazia
quando bendizia.
Curamo-nos de todos os males...
Superior à dor o deus do amor
condenou-nos a beleza sublime.
Agora, vejo sua face observando a mim...
Um raio de luz descendo sobre nossas cabeças.
Foi-nos doado o símbolo da própria vida.
Renunciando meu corpo entrego a si.
Alimentamos do alimento celestial em transe...
Brindamo-nos tomando uma gota de vinho.
Sirvo-lhe meu cálice, beba em meu umbigo...
Entrego-lhe a bebida sagrada, 
vigor longínquo circulado pela cruz.














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