quinta-feira, 11 de outubro de 2012






































CORPOS ENLAÇADOS
(Perséfone Diana/Cesar Augusto)


O que espera? Sei que me espera
vem não se assusta com a noite.
Eu cresci em seu corpo, não tema!
Sinta-me em mim mais além há você.
Esvaziou-se de seus olhos a sedução.
Murmurou-me sem fôlego o meu nome.
Perdeu-se em minhas madeixas
tocou-me a pele quando te esperei.

Mas porque viste a lua foi a visão que tiveste?
Olha o luar lá fora não tenhas medo,
estamos só ouve alguém?
Os sons que ouve sintam-nos em mim.
Estou aqui olhando em seus olhos
matando meu desejo faminto de si.

A noite finda não há tempo para mais vem!
Seu corpo se aconchega ao meu
junto sem espaço de permeio.
O seu coração palpita na minha mão.
Meus dedos descobrem seu corpo.
Seios eriçados duas sementes perpetuadas,
mordisca nesses dois frutos alimenta-se.
A noite límpida toma-nos e transporta-nos para o sol.

Da eternidade partimos prazeres divinais.
Vem, qual pássaro arredio tenta a fuga...
Quebro seus elos liberto de tabu, está para mim.
Arranca confissões quando me arrebata!
Quatro pernas juntas duas misturas...
Ensina-me a fazer laços sem fitas.
Entrelaço minhas pernas em seu corpo
faço um arco sobre suas costas.
Pernas separadas feito duas fitas.
Sei que o teu sexo não se detém, é nó em nossos corpos.
Em meio ao tronco.

Estendidos em cima do outro, entregues vibramos amor.
Talvez por não mais escutar o gozo é choro e riso.
Deitados na estreita cama sem meia voz,
à meia luz eu busco onde tudo encontro.
Se fizeres uma pergunta agora me deixa como estou,
Veja meu peito saltitando ele lhe responde!
De louca a sã esvaímos...
Desilusão em corpos enlaçados.
à meia luz eu busco onde tudo encontro.
Se fizeres uma pergunta agora me deixa como estou,
Veja meu peito saltitando ele lhe responde!
De louca a sã esvaímos...
Desilusão em corpos enlaçados.

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