CORPOS ENLAÇADOS
(Perséfone
Diana/Cesar Augusto)
O que espera? Sei
que me espera
vem não se assusta
com a noite.
Eu cresci em seu
corpo, não tema!
Sinta-me em mim
mais além há você.
Esvaziou-se de seus
olhos a sedução.
Murmurou-me sem
fôlego o meu nome.
Perdeu-se em minhas
madeixas
tocou-me a pele
quando te esperei.
Mas porque viste a
lua foi a visão que tiveste?
Olha o luar lá fora
não tenhas medo,
estamos só ouve
alguém?
Os sons que ouve
sintam-nos em mim.
Estou aqui olhando
em seus olhos
matando meu desejo
faminto de si.
A noite finda não
há tempo para mais vem!
Seu corpo se
aconchega ao meu
junto sem espaço de
permeio.
O seu coração
palpita na minha mão.
Meus dedos
descobrem seu corpo.
Seios eriçados duas
sementes perpetuadas,
mordisca nesses
dois frutos alimenta-se.
A noite límpida
toma-nos e transporta-nos para o sol.
Da eternidade
partimos prazeres divinais.
Vem, qual pássaro
arredio tenta a fuga...
Quebro seus elos
liberto de tabu, está para mim.
Arranca confissões
quando me arrebata!
Quatro pernas
juntas duas misturas...
Ensina-me a fazer
laços sem fitas.
Entrelaço minhas
pernas em seu corpo
faço um arco sobre
suas costas.
Pernas separadas
feito duas fitas.
Sei que o teu sexo
não se detém, é nó em nossos corpos.
Em meio ao tronco.
Estendidos em cima
do outro, entregues vibramos amor.
Talvez por não mais
escutar o gozo é choro e riso.
Deitados na
estreita cama sem meia voz,
à meia luz eu busco
onde tudo encontro.
Se fizeres uma
pergunta agora me deixa como estou,
Veja meu peito
saltitando ele lhe responde!
De louca a sã
esvaímos...
Desilusão em corpos
enlaçados.
à meia luz eu busco onde tudo encontro.
Se fizeres uma pergunta agora me deixa como estou,
Veja meu peito saltitando ele lhe responde!
De louca a sã esvaímos...
Desilusão em corpos enlaçados.

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