terça-feira, 26 de março de 2013

NO BOSQUE DE ACÁDIA




NO BOSQUE DE ACÁDIA
(Perséfone Diana)

Eu creio na partida calada
perdida na força da saudade...
O bosque vazio da fertilidade
tem manhã nascente
tem poente abraçando a lua vazia
sem cavalo e cavaleiro...
Desfigurada sem o mito de São Jorge.
A luz que apagou dentro do bosque
é a crença morta nascendo na fé...
Da face que nasce...
No gesto que gesticula a mudez com fala.
Ouvido atento dos querubins te leva...
A força vital encontra-se deitada.
A mensagem virá do deus Pã...
A música terna baila toda a vida que há.
O medo viajante habitante de cavernas...
Vencido em Acádia ao som de uma flauta.
Creia na força que pode mudar trazer o que foi.
A fonte que rejuvenesce está no ponteiro parado...
Eu creio na longevidade
de um segundo extasiado.
A mortalidade dos sentidos
é a imortalidade do amor
a vida leva o conto que embala
do medo do que ouve e do que não vê,
um romance entre a ninfa e um deus
metade homem e animal.
O frio no peito a batida forte de um coração
ao bater no outro...
É amor desmistificado incondicional,
sem medo e com precisão em cada palavra.
Somos a divindade veloz
que se foi na relva e se perdeu nas cavernas
ocultos é o trabalho do amor dialogado.
No mundo maravilhoso de Acádia.
Ama-me com a velocidade de quem tem pressa
de quem não sabe esperar a ilusão descomprometida.
Ama-me agora além da eternidade...
Olhando ao longe a estrela cadente que cai
Recorda o tempo ensurdecedor no silêncio de ais
Segredei a razão refletindo a beleza da flor silvestre
embora haja uma dimensão feita de nós.
Num lugar protegido consumou o amor lunar.
Quando se esquecer de agir com os pés
use a mente e vá...
E se acaso esquecer o meu semblante deixe-se levar
no reflexo de um lago a marejar .
Creia que nesse dia liberto seus temores
dançando a mais linda dança da fertilidade.

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