terça-feira, 9 de julho de 2013

HOLOCAUSTO



HOLOCAUSTO
(Perséfone Diana)

Atrás de uma colina indo sol e vindo lua
o planeta em giros perdido da rota
incapaz de ser humana a tirania imperava
Em que pôr de sol a esperança viria?
Em que fim de noite a liberdade nasceria?

Faces pálidas traziam olhos assustados
mãos erguidas aos céus em clamor
deuses desapareceram mataram a fé
onde estariam os cantos dos passarinhos?
Tudo acontecia na vida minguando ali, na inanição.

Cadê à noite? Cadê o dia?
A dor findava as cores, todos em concentração,
sem domínio a mente pedia que o fim aproximasse
esquecendo o cair da chuva, morria o sonho de vida.
A sequência seguiria, a fera rugia devorando dias.

Uma lista trazendo a sentença da morte
o holocausto concentrava a pior guerra
o homem exposto guerreando em si
demarcados em cota a morte viria
nos guetos o terror era paz calando os gritos.

Na barbárie o desapego da vida
era o sonho mais apaziguado
Deus? Onde estaria para fazer a limpeza...
Sinagogas queimadas, cinzas subiam aos céus
flores negras representariam a destruição.

Na falta de campo para colheita das flores
o mundo era pequeno diante da força
a maldade não dorme em paz
as eras que virão plantarão a flor da misericórdia
em nome dos homens, crianças, mulheres, credos e raças...

A inocência pura e nua corria diante do medo
a sentença virá como cravo pregado na mão
a cruz do padecimento em morte
não livrará quem foi morto no tempo
a condenação está preparada sem livramento.

A profecia não falha quando se mata inocentes
calou o sorriso, calou o silêncio nos olhos da morte.
Aos bons que não estão aqui, convidaria a sonhar
passeando de mãos dadas na eterna coerência
na que o homem não explica...

Haverá alguém com força divinal
livrando do inferno quem implorou a liberdade.
O tempo é eterno e o sofrimento anda junto
para esses que plantaram a morte.

Os conduzirão para os seus campos sem flores
aonde haverá infinitamente a morte a cada despertar.
o sol correrá do inverno gelado para o inferno
que queimará dentro da alma as folhas sujas da história.

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