AFINIDADE DOS CORPOS.
(Perséfone Diana)
(Perséfone Diana)
Nas minhas palavras brandas
Sorvendo mel revelo-te o meu anseio.
No vácuo que oprime as respostas,
Eu não me basto na espera consumada no silêncio.
No tecido que recobre o meu corpo
É a pele que anseia pelo toque.
É a camada aonde mora meus segredos externos...
Da minha alma tens as minhas intimidades.
Quando desfalecida nas minhas memórias.
Eu canto em versos a nossa emoção.
Pelos veios do meu corpo
Adentra e se faz seiva...
percorrendo na exatidão do que cabe em mim.
Quando eu sou a raiz que desce pela terra,
Vejo-te árvore frondosa nas minhas sombras.
No vibrar do meu corpo
Eu sou a alegria que te basta
Sucumbindo aos seus delírios...
Sou a sua inconsciência quando abraça o meu corpo.
Enganos de uma razão inexistente.
Sobras de emoção no querer incansável do meu eu.
Somos retalhos de lucidez...
No desejo fundido que nos absorve toda a umidade.
Tudo esvai em rios desaguando na unção
de quatro braços em dois corpos.
Somos a chama dos lumes no rubro incandescente.
Nos aromas exalados, nas misturas das pernas.
Nas trocas de suor, tudo tão unificado...
Complemento que rescende fluído dos corpos.
Afinidade entre corpo e alma...
O secreto deu lugar ao explícito.
Quando me banho em novas esferas no seu horizonte...
Repouso-me nos seus braços
Repondo as forças no nosso leito.

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