segunda-feira, 9 de maio de 2011

MINHA PERFEIÇÃO TEM NOME DE DEUS




MINHA PERFEIÇÃO TEM NOME DE DEUS
(Perséfone Diana)

Melhor do que ser a criatura,
É o ser o criador.
Quem cria pensa que atingiu a perfeição,
quando num ato de perfeccionismo,
pensa que fez sua obra inédita, sem erro,
moldada pela mente sonhadora de quem molda seus enganos.
A perfeição não está nas mãos do homem,
tão pouco nas mãos do criador.
Pois esse também errou ao pensar
que tudo estaria em perfeita harmonia,
no seu jardim do Éden.
Sendo o homem composto pela mesma matéria,
vulnerável ao ataque das bactérias...
Essas, não olham se a criatura é negra ou branca,
Se tem o pão de cada dia,
ou se pega nos lixos, feito cães.
O resto do seu alimento...
proclamando a igualdade num todo.
Sendo luz ou sendo trevas.
Nessa procura incerta...
Quando meus olhos buscam
por algo perfeito...
Eu durmo o sono celestial 
ao som do vento,
compondo melodia,
nas moitas de bambus.
Ouço o coaxar dos sapos nos charcos.
O revérbero da lua, entrando pelas frestas do telhado.
A aurora surge com espetáculo com raios dourados.
É ouro que reluz ao olhar do poeta.
As borboletas voam batendo suas asas coloridas,
saíram da metamorfose,
são perfeitas...
depois do isolamento necessário
para que se tornassem assim.
O beija- flor colhendo o néctar,
é a perfeição...
quando paira no ar em pleno vôo.
Sem saber da sua linda missão,
é o polinizador jardineiro...
que dará cor e vida na terra imperfeita,
causada pela mão do imperfeito homem.
Mais um crepúsculo...
Findando a jornada de um ciclo,
Céu prateado, dourado, vermelho...
Nuvens coloridas vão se despedindo ao pôr do sol,
dando lugar ao negro da noite.
E o que estou vendo agora?
Pergunta dentro de mim que não cala,
Ah! Isso eu sei...
Eu vi a perfeição diante de mim,
Numa fé adormecida...
somos capazes de,
talhar com as nossas mãos,
uma moldura bonita.
Pintar uma tela,
alguém
olhará para mim e para ela,
Sendo ela eu, ou sendo eu ela.
Verás uma pessoa imperfeita,
mas que buscou e encontrou a perfeição
no coaxar do sapo na lagoa,
nos ventos... nas borboletas,
no beija-flor...
No ninho molhado pelo orvalho...
no infinito azul,
Parecendo céu e mar.
Num mundo que há de vir para mim.
Agora eu sou o revérbero quando me permiti,
abri o meu peito e deixei entrar 
o que encontrei de perfeito.
A minha visão do que eu vi, é meu sonho bonito.
Simples!
Como os homens simples e perfeitos,
que vivem num rancho de sapê.
O sabiá canta...
O mundo não morreu,
nasceu quando a fé germinou...
A esperança brotou...
A perfeição existiu,
quando eu criei o meu mundo perfeito.
E o batizei com nome Deus.


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