segunda-feira, 9 de maio de 2011

AMADO

AMADO
(Perséfone Diana)

Meu amado, quando sentir saudade,
Do beijo que eu te dei,
Das mãos que te tocaram,
Transcendendo sensações avassaladoras.
Eu sei que me chamarás,
Quando olhar para o céu azul,
Nas nuvens verá o meu semblante.
Estenderá as suas mãos
Querendo me tocar.
Surgirá uma orquestra de passarinhos,
Voando sobre os nossos corpos.
Numa sinfonia faz meu corpo bailar...
Olho para o céu e vejo,
bem-te-vis, juritis e sabiás,
Os canários fazem festa,
Os pardais respondem à orquestra,
Querem também enamorar.
Venha com seus beijos molhados,
Com a boca que suga o meu néctar,
Deslize as suas mãos pelas minhas curvas,
Brincando nas estradas desse corpo,
Não corra, vá bem devagar,
Desvendando cada paragem que possa tocar.
Viaje, navegue, na terra, céu ou no mar,
Mas será no meu corpo que te sustentará.
Nessa rosa que pulsa ao seu toque.
Toque no meu rosto olha nos meus olhos,
Penetra a minha retina com o seu olhar,
Entra dentro de mim e me verás,
Tão sua...
Quero apenas te desvendar para depois te amar.
Deixa-me como uma virgem cansada,
Corpo esmorecido...
Depois de uma noite e de um dia,
Namorando até dormir em paz.
Quando encosta bem de leve a sua cabeça,
Num aconchego na cabeça do seu par.
Brinque com os meus cabelos em seus dedos,
Sinta o meu perfume doce de mulher,
Sinta a minha pele macia na sua...
Venha, não demore!
Eu tenho pressa,
Chega e me chame,
Mas não me chame com altivez,
Chame-me bem baixinho,
Para não incomodar o namoro dos passarinhos.


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