segunda-feira, 9 de maio de 2011

MEU CÁLICE DE AMOR



MEU CÁLICE DE AMOR
(Perséfone Diana)

 Eu te ofereço um ramalhete de rosas sem espinhos...
Quando emanar de mim a luz que te seduz.
Eu falarei da minha vida
dos meus temores e das minhas metáforas...
Do meu inteiro e das minhas metades.
Ofereço-te os meus prismas e toda a minha base.

A minha liberdade enclausurada 
em gemidos de lamentos reprimidos.
Sem tino, eu me ofereço a ti as minhas sobras...
Vivo as incertezas por não saber o que é ser livre.
Nos obstáculos dos meus encalços...
Eu desato os meus nós...

Observando novos horizontes.
A luz que me orienta tem uma magia que me chama.
Do invólucro da minha bela flor
despida de pudor...
Eu busco pelas minhas lutas inacabadas...
Quando entrego o meu amor para ti...
Abro todas as portas e as janelas...
Deixo a luz adentrar e fazer sombra no meu corpo.
Quando me desnuda sendo folha no outono.
Eu me mostro...

Renasço no frio do inverno...
Quando no meu corpo é calor de verão.
Muita crendice habita meu ser nessa espera...
Banho-me no leite para preparar a minha pele,
Pinto a boca de vermelho, beijo o espelho
Marcando com a minha boca,
num beijo ensaiado.
Gotas de perfumes respingados sobre o pulso.
Despretensiosamente nua de tudo que me veste...
Eu me cubro com meus cabelos...
Suados, desalinhados, espalhados pelas costas...
É a crença no ritual do amor.

Com os pés descalços eu ando e te busco...
O vento assopra no meu ouvido trazendo a sua voz.
Trago no rosto o sorriso meigo e tímido.
No peito o descompasso do coração...
Sensações despertadas pelo desejo incontido...
Eu me oriento pelo seu cheiro...
Pelos seus gestos eu faço da sua boca
a minha fala...

Na ansiedade pelo seu corpo...
Molho-te com o suor das minhas mãos...
Que banha sua pele morena.
Busco pelo seu néctar, bebo seu cálice...
Em pequenos goles eu sorvo seus beijos.
Molhei-me no seu orvalho...
Na madrugada fria me aqueci no seu aconchego...
Com luzes no meu corpo ao nascer do dia...
Eu te amo nos versos de uma poesia...
No gozo,da última gota de uma taça vazia.


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