segunda-feira, 17 de outubro de 2011

AMOR AO LUAR


AMOR AO LUAR

(Perséfone Diana)

Desfolha a minha boca cor de rosa,
como se fosse pétalas de rosa,
beija docemente,
delicadamente com desejo.
Se ela mente para esse amor
quando fala que não te ama,
beija-me mais uma vez!
Contempla o brilho dos meus olhos
e veja se ela mente nesse encantamento.
Quando sacio na sua boca doces beijos
eu canto em cifras dentro dela,
uma música dos apaixonados
Olhando a lua tomei um banho
ao luar e no sereno.
Deitada na areia recebi o seu corpo...
Aquecia-me por inteira.
Recebi os seus abraços fortes,
Com mãos e braços
que passeavam em meu corpo
como quem desliza o sabonete
fazendo espumas na pele.
Ter-te sobre mim, foi a minha celebração.
Abrir-me para ti foi o eclodir
de um botão de rosa vermelha.
Eu beijei-te sem pudor...
Sussurrei palavras profanas no seu ouvido.
Você me ouviu e se acendeu em chamas...
Sorvi a sua pele e o seu úmido,
de orvalho e de homem.
Chamei seu nome enquanto te amava...
A lua era nossa testemunha
nessa linda noite de total entrega.
Houve a celebração do nosso íntimo
Adentrando todas as esferas,
Desvendando minuciosamente
cada detalhe dos nossos corpos.
Quando tudo era explosão de desejo.
Vimos o mais íntimo de nós...
Adentramos e nos descobrimos.
Em nossos mais íntimos segredos.
Fui possuída deitada nessa areia...
Com o doce beijo de sua boca.
Trazia gosto de fruto silvestre,
Seu cheiro era algo sensual.
Misturados na areia nossos corpos rolavam...
Minhas entranhas
Celebravam esse amor dos deuses.
Quando a lua nos olhava feliz
festejando junto mais uma união
de um homem e de uma mulher...
Que se banharam os corpos cansados...
E se fez luz com o clarão que nos cedeu...
Clareou os nossos corpos...
Nesse tão íntimo desejo...
Fez-me para si, completa...
Quando me amou e tocou-me
desalinhando o meu cabelo
e beijou os meus pés...
E toda eu inteira, enquanto...
Decifrei-te e te amei
Na minha melodia te cantei!


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