terça-feira, 6 de dezembro de 2011
ÁGATA MEU TALISMÃ
ÁGATA MEU TALISMÃ
Perséfone Diana
Imagina a última lágrima...
Chora coração enquanto o vento despede.
Acaricia meus lábios pela última vez, beba minha água.
A velha música marcou as cartas o momento no Tejo.
O livro aberto sobre o criado numa página marcada.
Romance sem fim que teve começo na primeira palavra.
Veja meus olhos pela última vez dá-me contentamento.
Sorva todo meu corpo para si a gota derradeira.
Ama meu corpo no último ato antes do adeus.
Abra a janela veja a lua enquanto eu vagueio nesse segundo.
Unidas todas as estrelas me guiam por esse sonho perdido.
Estarei no caminho quando pensar que fui embora.
Se a saudade apertar a alma e sorver sumo em lágrimas
Olhe para o infinito me busque, pois estarei lá por ventura.
Se puder releia a última carta no bordado das linhas
Um amor eu assino,proclamado um adeus assim o vento canta.
Meu coração feito cristal quebrado ao ver-te chorar
Enquanto lembrar-te das mãos que acariciam, respira meu ar.
Dança solitária volto para casa enquanto me falta o mundo.
Apartado de mim foi a minha pena o meu pássaro solitário.
Nesse tempo enquanto desperta submersa no sonho
Sou sua verdade quando te amei feito pombo acasalado.
Em verdes campos companheira no voo quando nos faltou o vento.
Suspiro inflamado numa roxa aurora borrifava em mim.
O orvalho da saudade quando o meu eu e o seu se apartavam.
Vejo seu sorriso no sol, ouvindo o canto das cigarras, ao longe ressoa.
Mistérios ocultos cessavam ao ver a pedra partida
ÁGATA meu vigor, metade e meu talismã.
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