terça-feira, 6 de dezembro de 2011
BEIJA FLOR
BEIJA FLOR
( Perséfone Diana)
Num fio longo teço o amor a cada dia
sem forma definida imagino uma cena.
Ele é um colibri pairando no ar
incansável batendo as asas.
Enquanto fecunda a rosa beijada.
Viciado nessa água doce bebeu o beija flor
pouso incerto descansou na minha mão.
Elegi o encontro com a esperança naquela cena.
Atraí o oposto quando sentia acuada,
houve reencontro no símbolo da aliança.
Calmaria no pacífico riacho, a presa infortunada
vulnerável debatia na sua fraqueza.
No cardume a beleza da luta incansável.
Amor de terra e água...
O sólido e o líquido no repouso permanente.
Ao ver o beija flor indo embora
enquanto tecia o amor...
vi um rei imortal
com coroa cravejada de ouro e espinho.
Em meus olhos desatinados almejei amor ardente...
Imagino ser o amor o voo do beija flor.
Chega sorrateiro e enfeita a imperfeição.
Se na falta de água doce parte o beija flor
Voa e pousa em outra mão.
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