quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PAIXÃO


PAIXÃO

(Perséfone Diana)

Se a paixão é provisória...
Pressentimentos nascem em submundos
em meios de tufões presságios e bem querer.
Mistura de vinho e companhia.

O mais afoito intervalo que precede a razão
total eclipse atravessa duas sombras na terra.
Rompendo nascimento e o apocalipse
grito do louco dominado por instinto.

Cataclismo que curva os fortes desavisados
intimidade movida entre deuses e demônios.
Morrendo aos poucos nos braços do outro,
presos nos cheiros agrestes num sonho depravado.

Passos longos, apressados aurora esvai
felicidade ao longe ao tocar a fronte com um beijo.
Ocioso o tempo, dilui matizes de insanidade,
imaginação adormece músculos eretos, exaustos.

Inquietante caminho arfa no peito o fogo da paixão.
Avassalador desejo carnal antítese do amor.
Duas ovelhas brancas copuladas no calor do verão,
desfeito o encanto da paixão...
O lobo ruge como predador na invernada.

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