sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A HORA CERTA


A HORA CERTA
(Perséfone Diana)

ÀS vezes um grão de areia solitária
tempestades em desertos juntam outros grãos.
Estivestes no chão e nos picos infinitamente,
indivisível subtrai e soma.

Tarefa árdua ao amor foi doada.
Ajuntar cativos, carentes, cavalgando em desertos.
Vem a si todos resgatando seus oásis,
desfeita a miragem sobrou chão de areia.

Decepção para quem esperou espetáculo
com facilidade de juntar ele espalha.
Se o bem e o mal residem em um ser,
a tempestade no deserto cega os olhos com areia.

Julgastes cativos e cativeiros o rouxinol na gaiola,
se aprendesses com a incerteza do futuro,
alegraria com a minha primeira fala.
Secretamente eu sou o amor que vos fala.

Na falta de promessas acendeu a flor da ira,
um copo de leite com sustento da haste.
Haurido perdeu-se entre a fúria ruidosa
lançou sobre meu peito flecha com espinhos.

Sacode a terra da vestimenta negra
descalço calcastes a amargura.
Permita a vida voar pela janela, ela volta!
Tudo que apartar pode juntar
Tudo que juntar pode apartar.

De onde nascem as sementes em terra dura...
Flor e fruto revigoram no mundo.
Assim como aquele que descansa à sombra da macieira...
Ao amanhecer a boca devora o fruto.

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