segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
ANTES QUE A LUA VÁ
ANTES QUE A LUA VÁ
(Perséfone Diana/Cesar Augusto)
Soa estranho como a vida nos fez.
Um ramo trajando folhas dobradas.
Fragrância coroada de terra.
Tão insegura tocou-nos.
Lampejo celestial floresceu,
encontrou o peito solitário.
Desarmado rendido à sorte...
Arilos esquecidos atrás de proteção.
Lume no céu grande estrelar.
O amor revela que não somos nada.
apenas um rendado feliz.
olha-nos e sorri.
Dois corpos vestidos
quem somos?
Recordações palpitantes
Lentitude que apressa.
Como nos diz.
Aprecio o teu estar
amanhã pode ser que vá.
Parece dizer.
A vida é feliz embora sangre na partida,
macula o branco incandescente...
Nasce o sol desfigurado pela noite.
E nós lhe dizemos.
Somos grandes, aqui estamos,
olha como dançamos, somos felizes.
A crença iludida é uma ilusão, somos assim!
Abraça-me, meu amor.
A vida nos toma, tomamos dela tudo.
Antes que o vento surja, antes que a lua vá.
Antes que o tempo desperte,
adormecido pela ampulheta.
Abraça-me, pois sou teu.
Sente-me como sou tua.
Deitados em letras agitadas
Somos almas amadas em poesia.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário