segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
VIOLETAS ROXAS
VIOLETAS ROXAS
(Perséfone Diana)
Provêm do amor diluído em matizes,
portos não tocados, mistério há!
Trago em mim o horizonte e a ilha
Sonhos grandes voam com albatrozes.
Retido o canto da ave gigante
a esmo vislumbro seu semblante.
Alma fluindo, é amor que invade.
Sons ecoam, até os peixes dos rios vibram.
Todos os seres encarcerados fogem,
Sobram rastros iluminados.
O amor grita vida, em terra e água.
És meu amado! Precioso é para mim...
Doo minha respiração afoita envolta em ti.
Andei colhendo flor oferta-te o jardim colhido...
Nasce em mim à colheita farta, primoroso jasmim,
desfolhou em suas mãos a rosa rubra de meu corpo.
Andou colhendo flores violetas roxas dobradas...
Acolhido seu corpo na concha do meu está.
Sou dominada, dominadora, força que te desperta.
Sou a clarividência latente desde sua primeira vida.
Sou a força serena que desarma seus delírios.
Quietude da razão sou eloquência que convence.
Na madrugada seu corpo digere amor ruminado.
Sou luz descerrando seus olhos tirando-o da sombra.
Seu inferno que desinquieta seus sentidos
o céu que jorra água em suas chamas
abrandada em carícias.
Beijo sua boca de cetim, tens minha face a mais mimosa.
E quando tudo acabar mostro a violeta desdobrada
digo aos sonhos, donde mora nossa alma.
Gritos de amor cruzam o espaço evocando vitória,
Entre lençóis e lanças perpetuamos sob o luar solitário.
E depois disso tudo serei suas metades, dois gomos.
Sua serenidade sã, sua loucura apunhalando seu corpo
Sua estrada de terra firme, passeando no meu corpo.
Quando eu digo:_Quero-te!
Estremeço quando ouço sua fala:
Sussurradas palavras me diz:
_ Vem para mim! Há muito a esperava.
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