(Perséfone Diana)
Talvez amanhã eu ouça a musica tocar
a nota que marcou o alto e o baixo da vida...
Talvez amanhã eu vá num pico bem alto e veja a planície.
Sendo grande nas alturas vejo as adversidades bem de longe...Talvez amanhã eu fale do meu amor, da minha dor.
Talvez eu conte a minha história para você.
Quem sabe eu seja feliz amanhã quando a música tocar.
Talvez eu olhe para as estrelas e veja como é lindo o céu...
Quem sabe eu vista o vestido mais bonito e bailo somente para você.
Pode ser que amanhã eu seja a ação dos meus sonhos.
Talvez tenha saudade dos amores, de outros ventos que sopraram...
O perdão pode ser que venha amanhã...
Após a névoa que passou e clareou a minha visão.
Talvez amanhã eu seja a roseira vermelha da paixão...
Usarei o escarlate que vibra em cor viva de sedução.
Talvez amanhã eu faça do trigo o pão...
Alimentando a fome dos pedintes...
Quem sabe aprenda a pescar e reparta o peixe.
Como foi deixada a lição...
O milagre da multiplicação está nas mãos do pescador.
Ao jogar a rede e dividir o seu pescado.
Talvez amanhã eu acorde mais cedo para ver a aurora...
Desperto os sentidos para os sons da vida que grita na terra.
Quem sabe eu tenha coragem de tocar a sua fronte
Se olvidar não morra dentro de mim,
É vida que renasce em cada manhã.
Quando a noite despede e me faz dormir...
Eu saúdo a minha alma no descanso.
Talvez amanhã eu veja que a morte está esperando...
Ao ter consciência do tempo perdido com o talvez,
Eu proscreva a minha vida em nova linha.
Talvez seja uma prisão perpétua da vida
Quando espera no amanhã...
Sendo tão duvidoso à sua chegada.
Eu decidi banir o talvez...
E fazer tudo nesse segundo de tempo
Que me espera agora no ápice.
Hoje há vida, amanhã, talvez!

Um comentário:
Talvez amanhã
renasças no ardor de um beijo,
no calor de uma carícia deslizando sobre a pele,
na ternura de uma palavra sussurrada,
num raio de sol desvendando a tua nudez...
Talvez!
AL
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