quarta-feira, 10 de outubro de 2012

IMAGINA NOSSO VOO



IMAGINA NOSSO VOO
(Perséfone Diana)
Imagina o voo livre dos sonhos,
Enxergando além dos planaltos.
A terra livre dorme atrás da sombra do sol;
Agora somente agora eu sei voar.
Aqui de cima tudo existe a parábola é fascinante...
Criando cenários amanhecidos em brancas dálias.
Esqueço-me dos campos ressequidos,
entre brumas despontam o rebanho desgarrado.
Abrem-se as portas das matas dê a liberdade.
Solta o balido que hão de ouvir e juntar.
Sobre a cinza dos machos ateia fogo, faça acender.
Eu estive suspirando enquanto voava.
Vivendo a saga do amor me ceguei com tanta luz;
No meu mundo umedecido supliquei a brasa.
Entre coxilhas lavrei a terra e plantei com tento.
Como se fosse meu último plantio me brinda com a sorte;
Agora somente agora quero ser ovelha sem pastor;
Permita-me doutrinar em seu corpo além do Tejo.
Brilha o bronze exilado em meu corpo;
Faça-me sua rainha coroa-me com flor silvestre.
Em campos verdes me dê o leito sem cabeceira;
Ninguém está voando é a hora de enxergar,
mácula lútea penetrando em paragens.
Se cerrar os olhos perde o que lhe espera;
Agora somente agora eu sei amar sobre a relva.

Há uma menina inocente, indecente ao seu toque.
Tudo é fascinante quando chegada à fera;
Homem, mulher, bicho?O que somos?
Agora somente agora somos a transmutação.
Somos o úmido insolúvel,
extravasando suor na fronte do outro.
Imagina, agora sabemos voar...
Extasiados exalando essência de sândalo.





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