VOLTANDO
PARA ONTEM
(Perséfone Diana)
Quando aflige a indecisão
entre partir e ficar;
Parto-me indo
quando me vejo ficando.
Perco o tempo quando te perco;
Mato as horas no silêncio consumido.
Falsa sensação de abandono
torna-se miragem;
Vejo meu corpo com alma
parado em outro poente.
Faço-me rio e mar,
sal e doce agregado.
Olhos que riem escondidos...
Disfarçam choro nostálgico;
Vejo rastros
seguindo meus passos inversos;
Perdem-se quando a mão do vento toca;
Apaga seus rastros, me perco!
Voz melodiosa cerra meus olhos;
No sentir da alma,
abandono dos cardos;
Estou aqui me vendo lá em outro tempo.
Andei para trás,
mero engano que nasce.
Esse viver
está na razão e na paz;
Busco seu rastro
no astro desfeito.
Nascendo no ardor da carne;
Almas sublimadas
no ar ganham mundo.
Lá no alto do céu
pássaros voam em bando;
Pares de asas
um ninho com ovos.
Amor fecundo evaporado;
Gorjeando sou ave
Absorta, querendo regressar;
O caminho inverso
não mais floresce;
Inexorável não vergo
a desistência que aplaca.
Onisciente certeza
manda que pinte novo mundo;
Eu vi as cores
tingindo o voo das borboletas.
Experimentei
banhar-me em águas novas.
A vida encarregou de mostrar
águas passadas;
O tempo que morreu ontem,
hoje nasce.
Aos poucos dilacera o coração
que foi inteiro;
Dessa doce e amarga saudade,
que me ressuscita
e me mata...
entre partir e ficar;
Parto-me indo
quando me vejo ficando.
Perco o tempo quando te perco;
Mato as horas no silêncio consumido.
Falsa sensação de abandono
torna-se miragem;
Vejo meu corpo com alma
parado em outro poente.
Faço-me rio e mar,
sal e doce agregado.
Olhos que riem escondidos...
Disfarçam choro nostálgico;
Vejo rastros
seguindo meus passos inversos;
Perdem-se quando a mão do vento toca;
Apaga seus rastros, me perco!
Voz melodiosa cerra meus olhos;
No sentir da alma,
abandono dos cardos;
Estou aqui me vendo lá em outro tempo.
Andei para trás,
mero engano que nasce.
Esse viver
está na razão e na paz;
Busco seu rastro
no astro desfeito.
Nascendo no ardor da carne;
Almas sublimadas
no ar ganham mundo.
Lá no alto do céu
pássaros voam em bando;
Pares de asas
um ninho com ovos.
Amor fecundo evaporado;
Gorjeando sou ave
Absorta, querendo regressar;
O caminho inverso
não mais floresce;
Inexorável não vergo
a desistência que aplaca.
Onisciente certeza
manda que pinte novo mundo;
Eu vi as cores
tingindo o voo das borboletas.
Experimentei
banhar-me em águas novas.
A vida encarregou de mostrar
águas passadas;
O tempo que morreu ontem,
hoje nasce.
Aos poucos dilacera o coração
que foi inteiro;
Dessa doce e amarga saudade,
que me ressuscita
e me mata...

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