segunda-feira, 9 de abril de 2012
GUARDIÕES DOS CORPOS
GUARDIÕES DOS CORPOS
( Perséfone Diana)
Segue-me!Oh vento castigado absorvido pelo sopro.
Derruba os frutos como quem diz:
_ Caia de maduro encontre o ventre da terra.
Porém na frondosa árvore ouça a voz do tempo.
Semente frutificada de verde a madura;
Sem voz não suplica, vence a estação do ciclo.
Vejo-me distante companheira abandonada;
Fugindo da guarita vejo sonhos verdes derrubados.
Furações despem copas vistosas sem perguntar,se pode.
Segue-me a angústia das palavras ruidosas.
Contando gotas de lágrimas teci um colar com pingente.
Com a semente me vi em todas as heras do terço.
Contemplo-te! vejo mãos tingindo o espaço com o fruto do céu.
Somos duas gaivotas adelgadas , guardiãs lodaçais.
Avistamos campos arados promessa de banquete farto.
Quando olho ascendente, vejo quatro pés na areia;
Agora toca-me! Com mãos da brisa semeia o meu solo.
Não coma dos restos no chão, dou-lhe o meu rebento.
De repente um ponto no horizonte, um aviso!
Espectro magnético conduziu-me para o rochedo;
Florescente na imensidão, sem coroa é rei das fontes luminosas.
Agregados nas ervas se junta a mim, faça do meu corpo um ramo nu;
Estendido na pedra seu manjar apetitoso, devora-me!
Meu homem infinitamente amado vem feliz e apaixonado.
Transmutará em delírios vendo belos remansos;
Somos o fogo da juventude sem embargo o pássaro da alma voa!
No tempo somos os campos de batalhas contra nós;
Enquanto a relva cresce eclodindo rebentos;
Podemos entender e não compreender, a semente conhece o desejo do fruto;
Vem! Docemente lhe mostrarei a luz do mundo que gira em mim.
Somos sol e girassol os múltiplos do tempo.
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2 comentários:
Tuas palavras
repousam numa nuvem
que o vento
não quis desfazer!
Ah!... doce aventura
poisar no limbo do desejo
onde a sede mais se apura!...
Beijos,
AL
É íntima
a sede do desejo
que anoitece nos teus olhos
quando nos braços da noite te despojas...
Beijos, querida!
AL
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