LUA NOVA
(Andre L Soares & Perséfone Diana)
.
A metáfora idealizada, dita de forma intricada;
é minha redenção que cede ao beijo e ao sorriso.
(Andre L Soares & Perséfone Diana)
.
A metáfora idealizada, dita de forma intricada;
é minha redenção que cede ao beijo e ao sorriso.
Entrega vinda em forma
de beijo que me submete,
aflora lascívia ao tirar o traje, em sua cor que seduz.
Arrepio de outono agregado à nostalgia parda.
Juntos sem decência buscamos nossa recâmara.
Lua nova é sua face agora, ao me sorrir;
torna-se dócil, no instante preciso;
pelos sonhos que ainda estão porvir.
Nessa distância que sempre nos põe à prova;
fortalece como redemoinho em fúria, que nos alcança,
varre meu corpo como o vento lambe a terra...
Leva para si a mistura amassada feita de nossos corpos,
quando tudo é paz, na mais sagrada entrega,
deposita em mim a saliva serena da madrugada,
sentindo a lança afiada que corta cada palavra minha.
Sente-se posseiro quando ouve o choro da mulher;
olhos em lampejos marejados predizem...
Sal de lágrima é amor, amar nosso mar de amor,
não é sofrer que geme, é sorriso por prazer;
sinto ferver a face, lábios serrados semeiam espera;
em minha boca, tremem indecisos,
sem saber onde acariciar no primeiro toque,
calando palavras abafadas no outro...
Atado a minhas algemas faço-o plenitude;
usa a forquilha das suas pernas, prendo-o a meu corpo.
Habitantes serenos e loucos dessa madrugada;
seresteiros da noite orvalhada em fogo.
Na primazia do fervor, na rima secundária do poeta;
até parece que pintei minha pele de marrom;
de tanto que sua pele na minha esfregou.
Escravos, capachos de um amor insano;
sorvo suas incertezas e roubo seus sentidos;
– frágil que sou frente à beleza extrema,
sendo você mulher, amor, vulcão, poema –
aflora lascívia ao tirar o traje, em sua cor que seduz.
Arrepio de outono agregado à nostalgia parda.
Juntos sem decência buscamos nossa recâmara.
Lua nova é sua face agora, ao me sorrir;
torna-se dócil, no instante preciso;
pelos sonhos que ainda estão porvir.
Nessa distância que sempre nos põe à prova;
fortalece como redemoinho em fúria, que nos alcança,
varre meu corpo como o vento lambe a terra...
Leva para si a mistura amassada feita de nossos corpos,
quando tudo é paz, na mais sagrada entrega,
deposita em mim a saliva serena da madrugada,
sentindo a lança afiada que corta cada palavra minha.
Sente-se posseiro quando ouve o choro da mulher;
olhos em lampejos marejados predizem...
Sal de lágrima é amor, amar nosso mar de amor,
não é sofrer que geme, é sorriso por prazer;
sinto ferver a face, lábios serrados semeiam espera;
em minha boca, tremem indecisos,
sem saber onde acariciar no primeiro toque,
calando palavras abafadas no outro...
Atado a minhas algemas faço-o plenitude;
usa a forquilha das suas pernas, prendo-o a meu corpo.
Habitantes serenos e loucos dessa madrugada;
seresteiros da noite orvalhada em fogo.
Na primazia do fervor, na rima secundária do poeta;
até parece que pintei minha pele de marrom;
de tanto que sua pele na minha esfregou.
Escravos, capachos de um amor insano;
sorvo suas incertezas e roubo seus sentidos;
– frágil que sou frente à beleza extrema,
sendo você mulher, amor, vulcão, poema –

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