quarta-feira, 10 de outubro de 2012

MEU HOMEM DO EXÉRCITO




MEU HOMEM DO EXÉRCITO

 (Perséfone Diana)

Sempre em busca de tanto
encontrando quase nada.
Sentimentos equivocados abalados;
Afundando nesse dilúvio em águas turvas,
que abraçam meu corpo e me engole.
Feito de ansiedade, ilusão patética;
Deixe-me voltar para ver a estrela brilhar.
Nessa noite eu quero dormir por aí...
Num lugar aonde a eternidade me renasça;
Apodere de meus passos.
Traga-me essa busca na saga idealizada;
Quando a falta de sono me tragar;
A noite abandonada lá fora, grita solidão!
Aonde encontro seus olhos me vigiando?
As suas mãos quentes o tempo esfriou;
Tudo lá fora está dormindo em quartos de mármore.
O tempo não apaga o fogo que ressuscita em centelhas.
O tempo não afoga mágoas que tortura!
O tempo só crepita sua presença em mim;
Eu vou matar a presença que engana;
Viver a ausência no corpo extinto;
Na simetria que guia em estrada reta;
De longe eu vejo do poente à aurora.
Despeço da noite, agora é cedo demais;
O ontem o tempo matou;
E o hoje me deu de promessa.
Quando submersa meu espírito lutou;
Ao tumultuar das águas...
Sob o tremor da ventania;
Meu corpo flutuava além do arco luminoso,
duas mãos erguiam os meus estandartes,
para gloriar o meu paraíso.
Saindo do buraco negro do tempo.
Eu não desisto encontrarei o meu desafio;
_E o chamarei de meu Armageddon_
Meu homem do exército.


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