AMOR NAS NUVENS
(Perséfone Diana)
Olhei para o céu
vislumbrei o mundo atrás da janela.
Céu azul mesclado por nuvens brancas...
Analisando com zelo,
silenciosamente a mim desvendava.
Não era ilusão a lume manifestava...
No sono profundo eu dormia acordada.
Viajando num céu sem constelação
encontrei dois anjos barrocos
disfarçados de nuvens...
Ou de nuvens se vestiam.
O homem e a mulher inundados de sentidos
quebrava a descriminação de que anjos não enamoram,
só ensinam namorar...
O ambiente no céu de amor se cobria.
Capazes de mudar o cenário,
de tecelão o anjo brincava.
Sentados no céu em cima do nada...
Mais alto que a visão alcançava...
Mais lindo do que a criação esperava.
Tudo se fazia de dois anjos acasalados.
Sem corpo que pesa a leveza da nuvem...
Duas bocas se aproximavam.
Nasciam as mais belas criaturas inertes ao mundo,
virados para si olhando nos olhos pareciam deuses do amor.
Ensinando a lição de quem ama beija na boca...
E que o amor foi feito com essa intenção de intimidade...
Fertilizar o céu polinizando o mundo.
A força que faltava, o vento de operário se fazia...
Duas bocas preparadas apressadas de carinho.
O anjo homem inclinando o rosto serenamente...
Abrindo a boca como abelha ferroando a flor,
ela pronta para recebê-lo empurrada com o vento.
A boca dele lentamente bebia da boca dela, feita de nuvem...
Dois lábios colados por segundos, no prazer concedido.
Necessitando desesperadamente de comemorar a unção...
A boca dele a dela engolia...
na falta de sexo dos anjos amaram assim.
A nuvem dela se desfazia enquanto era sorvida...
O anjo no céu deitado na nuvem mais cheio se fazia,
sem corpo e sem alma farto de amor.
dentro da nuvem macho a morada dela se fazia.
A mulher que foi feita de nuvem.
Na madrugada sairá dele para se mostrar ao mundo...
Linda e nua deitada com as estrelas.
Vestindo de amor e sedução em bocas latejantes,
despindo os luares do mundo das nuvens.
Verdejante é a fé passional de quem ama...
O anjo abriu o cálice bebeu toda ela num só gole.
Perpetuado no silêncio no voo das setas de nuvens.
(Perséfone Diana)
Olhei para o céu
vislumbrei o mundo atrás da janela.
Céu azul mesclado por nuvens brancas...
Analisando com zelo,
silenciosamente a mim desvendava.
Não era ilusão a lume manifestava...
No sono profundo eu dormia acordada.
Viajando num céu sem constelação
encontrei dois anjos barrocos
disfarçados de nuvens...
Ou de nuvens se vestiam.
O homem e a mulher inundados de sentidos
quebrava a descriminação de que anjos não enamoram,
só ensinam namorar...
O ambiente no céu de amor se cobria.
Capazes de mudar o cenário,
de tecelão o anjo brincava.
Sentados no céu em cima do nada...
Mais alto que a visão alcançava...
Mais lindo do que a criação esperava.
Tudo se fazia de dois anjos acasalados.
Sem corpo que pesa a leveza da nuvem...
Duas bocas se aproximavam.
Nasciam as mais belas criaturas inertes ao mundo,
virados para si olhando nos olhos pareciam deuses do amor.
Ensinando a lição de quem ama beija na boca...
E que o amor foi feito com essa intenção de intimidade...
Fertilizar o céu polinizando o mundo.
A força que faltava, o vento de operário se fazia...
Duas bocas preparadas apressadas de carinho.
O anjo homem inclinando o rosto serenamente...
Abrindo a boca como abelha ferroando a flor,
ela pronta para recebê-lo empurrada com o vento.
A boca dele lentamente bebia da boca dela, feita de nuvem...
Dois lábios colados por segundos, no prazer concedido.
Necessitando desesperadamente de comemorar a unção...
A boca dele a dela engolia...
na falta de sexo dos anjos amaram assim.
A nuvem dela se desfazia enquanto era sorvida...
O anjo no céu deitado na nuvem mais cheio se fazia,
sem corpo e sem alma farto de amor.
dentro da nuvem macho a morada dela se fazia.
A mulher que foi feita de nuvem.
Na madrugada sairá dele para se mostrar ao mundo...
Linda e nua deitada com as estrelas.
Vestindo de amor e sedução em bocas latejantes,
despindo os luares do mundo das nuvens.
Verdejante é a fé passional de quem ama...
O anjo abriu o cálice bebeu toda ela num só gole.
Perpetuado no silêncio no voo das setas de nuvens.

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