NAVIO NEGREIRO
(Perséfone Diana)
A consciência pode ganhar
raça, quando a chamamos de “Consciência Negra”. Reviver o passado a dor dos
negros tratados feito animais.
Demorou muito para alguém ver que, o negro é o branco, o branco é o negro, somos todos iguais.
A consciência pode ter cor de sangue, pelas vidas que se foram nos troncos, nas chibatas. Agora é uma consciência vermelha quando temos essa noção da morte dos indefesos, homens escravos da sorte e da raça.
A consciência pode ser branca quando deixamos a paz nos abrandar e assim mostrar que aqui, tudo é um todo e esse todo é o mundo, e todos que estão nele, são iguais.
NAVIO NEGREIRO
Um navio negreiro no porto atracou,
Trazendo alegria para os latifundiários dessa nação...
Sofrimento nos olhos assustados.
Feito presas fáceis, acuados olhando para o chão.
Terra nativa que ficou para trás, na saudade brasileira,
souberam o valor dessa palavra...
Sem parentesco lembrando animais, isso era luxo demais.
Escravos nas mãos dos senhores...
Nos engenhos, nas lavouras e no canavial...
Nas minas de ouro, enriqueceram os seus donos.
Com lágrimas de saudade, castigo ardido na pele...
Hora pelo trabalho árduo, no sol.
Hora pelo chicote no lombo pelas mãos do feitor...
Feridas em pústulas no corpo e na alma...
Negro reprodutor usado para procriar.
Na senzala, sem poder cuidar do filho...
Sem ser dono de nada...
Filhos vendidos para outros senhores...
No lavor, no castigo e no tronco...
Sentimentos brotavam em lágrimas.
Mãos impotentes para socorrer o próprio filho...
Amarrado ao tronco, açoitado.
Deixado ali a pão e água...
Mortes ignoradas pelo amor do seu dono.
Contagem a menos no número de escravos...
Temente a um Deus, proibidos de adorar e glorificar...
Ficaram do lado de fora das capelas.
Negrinhas faceiras, usadas pelos donos,
Quando deslizavam suas mãos brancas...
No corpo dela sabor de pecado...
Fazendo filhos bastardos, rejeitados pela sorte.
Cansados de sofrer alguém guerreou...
Quando aflorou o grito de liberdade...
Lembrança nas caravelas e dos temores.
Fome, peste...
Enterro sem flores, corpos jogados ao mar.
Enfrentou na coragem adentrou as matas...
Ganhou o quilombo e um herói apareceu.
Um salvador e a esperança ressurge...
Zumbi dos Palmares estava lá dando proteção...
Fugiu, driblando o capitão do mato.
Na guerrilha cravada no Quilombo de Palmares
O herói cerra os olhos na batalha,
Cabeça cortada e exposta para mostrar
que não havia imortalidade...
A dor fere o coração dos negros como um punhal...
Liberdade morta na batalha.
Até que um dia um branco olhou para o negro...
Enxergou seus traços no dele, reconheceu seu irmão.
Movimentos surgiram contra a escravidão.
O sonho realizou...
pelas mãos da princesa Isabel aboliu a escravidão.
Pesadelo ressurge liberdade sem ter o pão...
Na miséria dormiram na mendicância.
Passado mais de um século lutam pela igualdade.
Pela qualificação justa, sem competição de cor.
Entre raças o negro e o branco.
Feito o papel e o lápis escrevem suas dores.
Lembrança bonita da bela negrinha...
Castro Alves descreve o sofrimento das almas
vozes d'África em lamentos.
Zumbi foi imortalizado no dia vinte de novembro,
Semana da consciência negra.
E viva a essa brava gente...
Que eu chamo de meu irmão.
Flores para todos nessa nova era...
Em redenção!
Demorou muito para alguém ver que, o negro é o branco, o branco é o negro, somos todos iguais.
A consciência pode ter cor de sangue, pelas vidas que se foram nos troncos, nas chibatas. Agora é uma consciência vermelha quando temos essa noção da morte dos indefesos, homens escravos da sorte e da raça.
A consciência pode ser branca quando deixamos a paz nos abrandar e assim mostrar que aqui, tudo é um todo e esse todo é o mundo, e todos que estão nele, são iguais.
NAVIO NEGREIRO
Um navio negreiro no porto atracou,
Trazendo alegria para os latifundiários dessa nação...
Sofrimento nos olhos assustados.
Feito presas fáceis, acuados olhando para o chão.
Terra nativa que ficou para trás, na saudade brasileira,
souberam o valor dessa palavra...
Sem parentesco lembrando animais, isso era luxo demais.
Escravos nas mãos dos senhores...
Nos engenhos, nas lavouras e no canavial...
Nas minas de ouro, enriqueceram os seus donos.
Com lágrimas de saudade, castigo ardido na pele...
Hora pelo trabalho árduo, no sol.
Hora pelo chicote no lombo pelas mãos do feitor...
Feridas em pústulas no corpo e na alma...
Negro reprodutor usado para procriar.
Na senzala, sem poder cuidar do filho...
Sem ser dono de nada...
Filhos vendidos para outros senhores...
No lavor, no castigo e no tronco...
Sentimentos brotavam em lágrimas.
Mãos impotentes para socorrer o próprio filho...
Amarrado ao tronco, açoitado.
Deixado ali a pão e água...
Mortes ignoradas pelo amor do seu dono.
Contagem a menos no número de escravos...
Temente a um Deus, proibidos de adorar e glorificar...
Ficaram do lado de fora das capelas.
Negrinhas faceiras, usadas pelos donos,
Quando deslizavam suas mãos brancas...
No corpo dela sabor de pecado...
Fazendo filhos bastardos, rejeitados pela sorte.
Cansados de sofrer alguém guerreou...
Quando aflorou o grito de liberdade...
Lembrança nas caravelas e dos temores.
Fome, peste...
Enterro sem flores, corpos jogados ao mar.
Enfrentou na coragem adentrou as matas...
Ganhou o quilombo e um herói apareceu.
Um salvador e a esperança ressurge...
Zumbi dos Palmares estava lá dando proteção...
Fugiu, driblando o capitão do mato.
Na guerrilha cravada no Quilombo de Palmares
O herói cerra os olhos na batalha,
Cabeça cortada e exposta para mostrar
que não havia imortalidade...
A dor fere o coração dos negros como um punhal...
Liberdade morta na batalha.
Até que um dia um branco olhou para o negro...
Enxergou seus traços no dele, reconheceu seu irmão.
Movimentos surgiram contra a escravidão.
O sonho realizou...
pelas mãos da princesa Isabel aboliu a escravidão.
Pesadelo ressurge liberdade sem ter o pão...
Na miséria dormiram na mendicância.
Passado mais de um século lutam pela igualdade.
Pela qualificação justa, sem competição de cor.
Entre raças o negro e o branco.
Feito o papel e o lápis escrevem suas dores.
Lembrança bonita da bela negrinha...
Castro Alves descreve o sofrimento das almas
vozes d'África em lamentos.
Zumbi foi imortalizado no dia vinte de novembro,
Semana da consciência negra.
E viva a essa brava gente...
Que eu chamo de meu irmão.
Flores para todos nessa nova era...
Em redenção!

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