terça-feira, 26 de março de 2013

SATÍRIAS







SATÍRIAS
(Perséfone Diana)
Seguindo palavras gemidas 
plantando coragem
um amor, uma saudade
um momento perdido...
Frio aquecido em chamas
reluzente mercúrio
metal liquefeito, feito bola 
luz branca que brilha.
Nos braços da poesia,
ao redor da cantoria
ouve-se o canto apaixonado. 
Uma aprendiza etérea...
Chego devagarzinho
um rio que abraça o outro. 
Minha boca beija a flor
pétalas ao vento. 
iluminadas de sol ou de lua
perdem o perfume, 
como um vidro sem essência,
álcool destilado sobre o vazio.
Murmúrios silenciosos 
crepitam ao som da brisa.
Uma margarida desfolhada
uma orquídea em fogo
em tom de rosado,
faceira e nua exala cheiros.
Fêmea e macho
néctar adocicado
afrodisíaco
a mão que toca acaricia.
Por focos de luz...
A crisálida ganha asas
a mariposa aproxima
pousa na flor aberta
sorvendo líquidos
atraída por fachos de luzes
sexo explícito 
uma pequena mulher.
Despontando satírias...
Habitantes da floresta
contam a lenda de Baco
o deus do vinho
numa flor nascia.
Beijando Baco no bosque
camuflado somos três.
Em campos abertos
prados e florestas
abrimos as asas 
misturamos as cores
sem predadores.
Não importa onde for
estará lá o multicolorido cintilante 
bebendo da vida.
Os sons manifestam
quebram a solidão
acordando para a vida.
Matou a saudade
perdeu-se a dor

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