terça-feira, 9 de julho de 2013

CADÊNCIA




CADÊNCIA
(Perséfone Diana)

vivendo o instante preciso
fez renascer o amor
no anonimato estávamos lá.
Num rancho sem endereço trazia o sol
fiz do passado o pó revivendo ternura.
Fiz finalmente ser eterna 
o fogo vivo em seu corpo era eu agora.
Interceptados expomos as linhas do corpo
entregamos a delirante aventura sem recuo.
Use de minha sedução reinicie com firmeza 
seduza-me com essa visão...
Apodera-se de quatro lábios friccionados na pele
antes de sofrer a pequena penumbra
fulminaram-se fascínios enxergando desejos.
Contagem regressiva alçam nos ciclos das horas
grandioso raio na tempestade
gozam paralisados
repetindo pausadamente
o que passa na mente.
Ouso indagar descrevendo
a maravilha exclusiva que lhe dedico
preciso da agitação da sua voz
exaltada ecoa timbres levando dois tons.
Somos cantos de dois rouxinóis... 
Somos as folhas levadas sem destino...
Somos arrebóis masculino e feminino...
somos os olhos do outro...
Somos o símbolo do caracol regenerado...
Somos o perfume extraído da essência...
Somos meio século de felicidade
em minutos extasiados.
Somos menos horas consumidas...
Somos mais horas acrescidas
fazemos de nós o que faria o dia
ignorando o próximo amanhecer.
Se o sol brilha agora estamos aqui
respirando seu cansaço só hoje façamos assim.
Flamejam sensibilidade desfaz-se do olhar apagado...
Somos a sobra do abrigo desfeito.
Somos veredas que salva o ilusório...
Somos a libido instintiva alcançada...
Somos a obra cíclica feita de sentimento 
Solte meus cabelos use-os como rédea...
Um fio voa a cada toque...
Gesticula seus desejos nos meus.
Sua em minha pele a sua pele na minha.
Desnudos absorvemos o tempo
o caule inabalável ergue o bouquet
que um dia foi plantado
levitando na cadência do meu ventre.

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