terça-feira, 9 de julho de 2013

A PROFECIA DO AMOR




A PROFECIA DO AMOR
(Perséfone Diana)

Salva a minha alma de mim sem julgar-me
ensina-me do abandono montando a calmaria. 
Galopando, vejo poeirentas histórias em farrapos
passante o passarinho voa deixando uma pena.

Vergada a crueldade dobra joelhos calejados
a pobre sina resmunga com pena de si,
salvos dois conducentes correm e voam...
Na terra as cobras serpenteiam,
no ar são vôos de gansos.

Ambos entreolharam-se de cima a baixo...
Ambos se viam pequenos pelas milhas distantes
o mundo ganhava...
Sem o divã para deitar alguém deitou no chão
colocou um punhado de dor e plantou junto à flor.

A sonoridade do choro ali soterrada 
sem clarão matutino nada ali era escutado.
As forças criadas erguendo a composição...
E tudo parado jazia sentindo a vida lá fora.
Quando tudo foi à falta de serventia abancada...

Todos os cantos calaram as sagas...
Todos os homens partiram sem mapa.
Todos os males encontrarão cada corpo carente...
Cura-me do amor que fere no bronze aceso.
Todo amor faltoso adoece...
Todo amor ofertado é um achado.

O amor em seu estado bruto é garimpado...
O amor é igual amar a sombra de si.
Todo corpo de costas ou de frente é lançado
atrás ou adiante encontra a estrada.
Amor só se cura quando se ama
é dose de riso no fiasco da dor...

Toda profecia revelada revelou o amor
e tudo contou que amar não tem cura 
é condenação à tirania? ou salvação?
Estado do homem e da mulher instintivo nas feras...
O tigre ruge na imprevisão procurando o centro atencioso.
Toda coragem e todo poder nos toma
mostra que a única cura para o amor é amar.

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