segunda-feira, 8 de julho de 2013

JARDIM DE AMETISTAS




JARDIM DE AMETISTAS
 (Perséfone Diana)
O amor em mim é a exuberância brotando palavras
as que pensei descrever decifrando ecos.
Sou o broto crescendo ao lado do bambu
vendo nas alturas o gigante dourado.
Vem o vento entre frestas tocando flauta
o verde é mais verde oscilando amarelado.

Sou a protuberância sugando a seiva natural
o manjar da vida subindo em tubérculos.
Contrasta o meio natural na artificialidade criada...
Sou a fuga da vida dormindo abaixo da terra
o riso mais belo que alimenta o desejo.

Dedos enraizados ganhando fórmula de fios.
Costurando o dia eu bordo a noite
guardada no berço embalado.
Atravessando com o olhar a transparência 
acolho a sua razão além do tronco equilibrado.
O sopro de um sussurro traz aragem...

Num céu enfeitado de violinos a sinfonia toca,
a unificação de dois corpos enamorados.
No sol que reflete a minha cama pela manhã...
O meu amor está no desabrochar da mini rosa.

Em toda natureza circundada eu olho e te vejo lá...
Eu te escuto na chuva fininha que cai...
Eu te vejo na minha visão com os olhos fechados.
A alegria veio plantar a força e a coragem 
fortalecendo a minha fragilidade em seu corpo esguio.
Às vezes eu vejo em você a minha crença...

Ás vezes eu te vejo como um livro sagrado...
Encontro todas as palavras que eu necessito
lá encontro o amor, o pai do amor e o filho do amor.
O que completa a mulher, o homem nascido para mim.

A história existente escrita por um anjo poeta, que sussurra...
 “A voz rouca que desfaz o silêncio no jardim de ametistas".
Faz-me crer que eu sou a semente eterna que não morre,
na pedra púrpura que forma nas jazidas do coração que sangra...
A vida está ensinando que a minha saúde, a minha cura, é você.

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