segunda-feira, 8 de julho de 2013

O VOO DA LIBÉLULA


O VOO DA LIBÉLULA
(Perséfone Diana)
Em cada auto-realização a libertação da eternidade
um instante preciso revelando os seus olhos de saudade,
pousados no meu semblante fluindo ternura
acolhida nos seus braços insinuando a minha realidade.

Onde a chuva cai molha a minha inspiração...
Onde o espelho d'água de um rio é minha tênue molhada.
Onde a libélula além da superfície viaja em seis direções
a bailarina dos ares derrotando a auto-ilusão.

Onde o crescimento estira a reprodução desordenada.
Onde os animais são ouvidos pelos homens adestrados...
Onde a coragem é o expoente da destreza.
Onde a compreensão está resguardada no cerne dos seres...

O fraco esvaziando do vazio de uma noite soprada na mente...
Capacitando na essência exalada da imaturidade.
Onde a evolução da libélula ninfa exemplifica a maturidade.
Eu sonho com o mundo maravilhoso na impossibilidade realizada...

A ilusão criada onde a vontade está construindo nova casa.
Onde há o refrigério do corpo à sombra da minha alma...
Onde há o amor há dois calores substituindo o gelo...
Aonde a calmaria vem como sinfonia...
Onde os braços fazem laços de fitas abraçando o mundo desmascarado.
E é nesse olhar que paira como o colibri me enxergo na sexta dimensão.

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