QUATRO FASES
(Perséfone Diana)
Quase um minuto depois
apressado mostrava horas passadas,
o velho minuto cheio de fardo
juntava naquele dia o que ficou estagnado
mostrado numa visão evasiva
confundia aquele relógio.
O segundo rezado ao tinir do sino
os ponteiros partiriam
dando a volta completa.
O que não me completa foi a fé
perdida desvencilhou
no mosteiro esquecido.
O velho se fez novo
antes das badaladas soadas.
Anjos em serviço orientavam-me
a visão que não veio agora manifesta
dividido em frações o coração repartido.
Quatro partes separadas
Quatro eu, em sensações vividas
Quatro fases de lua evoluíam esse novo eu
gravitando ao som das marés a emoção vivida.
Sob a luminosidade da lua crescente
harmonizo-me...
movimentando o meu tempo crescente.
Eu sou o que necessito
em cada volta invisível da lua...
Dependente de todas as fases
que vivem circulando em mim
torno-me plena e vejo uma pessoa...
Num confronto estou aqui
em fases lunares eu sou o bom tempo
oscilando espetáculos que brilham em mim.
Por vezes me apaga sou o mau tempo.
Eu sou essa pessoa que é lua e sol
que é rosa e espinho.
Eu sou beneficente do próprio eu
no meu bem e no meu mau.
Eu sou o meu relógio...
insistindo mostra-me essa relação confusa.
Não sei se eu sou o passo
junto aos ponteiros velozes.
Não sei se eu sou os ponteiros parados
habitando em velhos hábitos esquecidos.
Eu só sei que sou as fases da lua.
Não sei se estou correndo das horas
se elas correm de mim...
Porém eu creio que no tinir do sino
encontraremo-nos feito agora
num período mal condizente
eu só sei que sou nesse duo
nessa relação desgastada
a minha contra vontade.
(Perséfone Diana)
Quase um minuto depois
apressado mostrava horas passadas,
o velho minuto cheio de fardo
juntava naquele dia o que ficou estagnado
mostrado numa visão evasiva
confundia aquele relógio.
O segundo rezado ao tinir do sino
os ponteiros partiriam
dando a volta completa.
O que não me completa foi a fé
perdida desvencilhou
no mosteiro esquecido.
O velho se fez novo
antes das badaladas soadas.
Anjos em serviço orientavam-me
a visão que não veio agora manifesta
dividido em frações o coração repartido.
Quatro partes separadas
Quatro eu, em sensações vividas
Quatro fases de lua evoluíam esse novo eu
gravitando ao som das marés a emoção vivida.
Sob a luminosidade da lua crescente
harmonizo-me...
movimentando o meu tempo crescente.
Eu sou o que necessito
em cada volta invisível da lua...
Dependente de todas as fases
que vivem circulando em mim
torno-me plena e vejo uma pessoa...
Num confronto estou aqui
em fases lunares eu sou o bom tempo
oscilando espetáculos que brilham em mim.
Por vezes me apaga sou o mau tempo.
Eu sou essa pessoa que é lua e sol
que é rosa e espinho.
Eu sou beneficente do próprio eu
no meu bem e no meu mau.
Eu sou o meu relógio...
insistindo mostra-me essa relação confusa.
Não sei se eu sou o passo
junto aos ponteiros velozes.
Não sei se eu sou os ponteiros parados
habitando em velhos hábitos esquecidos.
Eu só sei que sou as fases da lua.
Não sei se estou correndo das horas
se elas correm de mim...
Porém eu creio que no tinir do sino
encontraremo-nos feito agora
num período mal condizente
eu só sei que sou nesse duo
nessa relação desgastada
a minha contra vontade.

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