terça-feira, 9 de julho de 2013

SEU DESENHO



SEU DESENHO
(Perséfone Diana)

Se a guerra está por vir,
arme-se com o escudo ao longe preparado.
Quando nascemos aqui, viemos com dupla missão,
somos a guerra, somos a paz
somos a serenidade e o brado do coração.
Somos a mão que traz o lenço da paz...
Somos o soldado com as armas nas mãos.
Somos ouvidos atentos a ruídos externos,
somos os nossos predadores inconscientes.
Vencemos e somos vencidos
pelos feitos doamos a nós nosso regalo
pelas falhas colhemos descontentamento...
Humanos vestidos de luto e de festas
trazemos em nós o riso e o choro...
Somos o inusitado quando a fórmula foi mudada.
Aproximando das possibilidades fazemos novo esboço
desenha a vida namorando a segunda oportunidade.
Com traços finos a vida lhe pergunta o que aguarda?
Eu lhe digo antes que seu coração precipitado responda:
_Como poderia saber aos olhos do inexplicável?
O que ninguém mais sabe é que ressurge o destino.
Talvez pensando que não esteja com ninguém
jogado ao abandono da sorte...
A vida vem e lhe segura à mão,
traça com traços grossos e bem visíveis
a nova estrada está diante dos seus olhos
o que é certo... O que é errado nesse caminho?
Andando numa linda segunda feira 
no segundo dia, talvez, será agora a sua reta,
sem pressa do término desse caminho que vê de longe.
Terá uma adorável maravilha que reluz 
será o ouro dourado com pontos brancos.
Agora faça a pergunta e ouça a resposta...
Se entregue ao silêncio que urra dentro de si
e num ímpeto aproxima de sua sombra
e pense:_Ninguém poderia ser a minha solução.
Ouse, queime os rascunhos, derrube o medo
acalme todas as ondas que vibram agora.
Sentindo na alma o calor do fogo...
Sentindo no corpo o banho puro de água.
Olhe para o nada infinitamente 
decida ser aquele que pode ser maior 
do que um furacão
quando acalmou a sua alma vestiu-se de tudo
e se jogou ao mundo esperando, esperando...
Decidiu viver de contentamento e foi ser feliz...

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