segunda-feira, 9 de abril de 2012
CAMINHANDO AO LÉU
CAMINHANDO AO LÉU
(Perséfone Diana)
Perder um dia de sol privar-me do luar
Tirar dias em anos em tantas primaveras.
Faria falta uma primavera eu lhe diria;
Faria falta ver a beleza do sol e da lua.
Tira-me a terra arranca as palmeiras
Priva-me da visão em tempestade de areia.
Sim, assim eu cegaria para o Oasis
Tira-me a visão do paraíso deixa vir abaixo.
As palmeiras, eu replanto em nova terra, eu encontro!
Não chegou a meus sonhos para desfazer-se?
Deixa tocá-lo, senti-lo, seja o meu dono.
Não vê que é condenação para meu juízo?
Não me contento em saber que há seu corpo.
Há emoção liberta o pranto, mas não está aqui.
Ofereça-me um lenço, oh cavalheiro!
Seque as lágrimas derramadas em sua intenção.
Atrás de cada passo vejo dor, sua desistência.
Diga ao meu peito para aquietar-se;
Ele dorme quando adentra na terra.
Piso em abismos e caminho ao léu.
Por que vieste? Qual a sua sina?
Ser meu anjo ou me levar para o inferno?
Tudo que está diante de mim fala de si.
Em sombras nebulosas procuro no breu.
Cruzo caminhos sepulto o passado.
Vestida e despida meu sudário aquece e esfria.
É vida que vai é morte que chega...
Provar do amor sem consumar, é ver estrela cadente!
Passou, brilhou, enfeitou e partiu.
Se fiz um pedido ao vê-la, eu fiz!
Sepulto seu nome escrevo na lápide eterna.
Ou atravessa meu corpo neste enleio.
Dê-me um beijo de Judas e vá embora;
Ou seja, ameaça com ventania;
Mas volta para casa e desperta-me para vida!
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Um comentário:
Sou um péssimo garimpeiro...o OURO E O DIAMANTE estavam tão próximos e quase os perdi. Agora, depois da leitura, ou viagem, ficou o gostinho de quero mais...(desculpe se estou, se não me engano, roubando ou tentando me aproximar das palavras de RIGO)
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