segunda-feira, 9 de abril de 2012
SOMBRAS DA NOITE
SOMBRAS DA NOITE
(Perséfone Diana)
Um dia uma sombra a mim se dirigiu;
Informe vazia em seu esplendor.
Veio com duplo sentido a mim era mostrado.
Seu rosto eu podia ver em dois semblantes.
Através da lição deixou a sombra real.
Eu vi a verdade sendo compassiva no homem.
Quando abri a porta para ela entrar em minha casa.
Era meio dia quando reapareci a meia noite...
No ponto de uma pirâmide em três pontos eu me vi.
Senti o doce vinho nessa viagem no pico do vértice.
Duas sombras à luz do infinito evasiva a tudo
Tomadas pelas alucinações éramos o par perfeito.
A vida em mim dizia da perfeição e do oposto.
Confidenciei a ela minha solidão em noites vazias.
A sombra diante de mim um eclipse do meu corpo.
Mostrou-me que de todas as solidões disfarçadas;
A pior é ser sombra dos outros que não nos pertence.
No dia alguém tem uma tênue, a beleza do sol;
Projetada em sombra caminha dentro da noite.
Sem perder os traços foi quando ela me mostrou:
Que tudo é sagrado quando é belo embora pouco.
Quando visível a videira for à bebida destilada, apodrecida!
Aos olhos do outro não há solidão maior;
Do que ser condenada infinitamente;
Ser sombra da noite!
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