CATACLISMO
(Perséfone Diana)
Apossando o medo, desapossa a condição de avançar.
(Perséfone Diana)
Apossando o medo, desapossa a condição de avançar.
Habita na mente tornando-nos capachos...
Acovardando impedindo-nos de triunfar.
Pensamento temente, demente instala na psique.
Antes que a fala saia e diga-nos do medo atordoado,
confesso o medo antecipando coage.
Gerando mãos incapazes de plantar ervas que curam.
A cicuta mortal aflorada pelo temor que embate.
Passos, inseguros pisam sem salvaguarda,
chão da fragilidade percorrido em tremores.
A palavra coragem se torna plausível no interior calado.
Alma estilhaçada padece agitada, antecipando finais.
Olhos vítreos ocultando lágrima derrotada,
jorrando sentimentos confusos desarma.
Se a arma pertence ao corajoso como há de triunfar?
Se o choro é derramado diante dos fortes?
Um sinal abre corpos e mostra tudo que têm lá...
O covarde não mostra sua fraqueza,
no pranto do homem fraqueza há.
O ponto fraco aberto ao inimigo carregando porfia.
Agora pense! o choro derramado pertence ao fraco?
Se na fraqueza alguém poderá ver o mapa?
Não... o homem que chora corajoso é por denunciar sua dor...
Quem chora poderá ser frágil sem mostrar fracasso.
O medo abala uma mão armada, com medo da bala.
As pálpebras pesadas mostrando cansaço.
Vida, vida, vida... morte, o que há de ser dos fortes?
O monólogo persiste em tremor sozinho, sórdido e silencioso.
Não, a fala não pode sair, nem contar do medo que há.
Não, os olhos não podem desmentir a coragem inventada.
Enfrentar o mundo partindo sem escudo...
Cosmo abismal com sismo acorda o medo que estremece.
Que os restos da covardia exploda nos ares da incapacidade.
Como relâmpago acenda a luz dos olhos medrosos.
O Excesso de pensamento confronta a história do homem.
Ontem sobre um facho de luz os lírios brancos vestiram um rei.
Os soberanos haverão de temer sua tirania.
Hoje alguém plantará um campo de lírios de concentração...
Lá habitará aquele que venceu o medo de arriscar.
Os que encontraram a morte sem chance de lutar.
Sustentáculo erguido quando houve o cataclismo.
Ali jaz o medo da morte ante a vida findar.
Temerosos encorajados carregam suas cruzes,
fincando-a no último torrão aniquilado.
Acovardando impedindo-nos de triunfar.
Pensamento temente, demente instala na psique.
Antes que a fala saia e diga-nos do medo atordoado,
confesso o medo antecipando coage.
Gerando mãos incapazes de plantar ervas que curam.
A cicuta mortal aflorada pelo temor que embate.
Passos, inseguros pisam sem salvaguarda,
chão da fragilidade percorrido em tremores.
A palavra coragem se torna plausível no interior calado.
Alma estilhaçada padece agitada, antecipando finais.
Olhos vítreos ocultando lágrima derrotada,
jorrando sentimentos confusos desarma.
Se a arma pertence ao corajoso como há de triunfar?
Se o choro é derramado diante dos fortes?
Um sinal abre corpos e mostra tudo que têm lá...
O covarde não mostra sua fraqueza,
no pranto do homem fraqueza há.
O ponto fraco aberto ao inimigo carregando porfia.
Agora pense! o choro derramado pertence ao fraco?
Se na fraqueza alguém poderá ver o mapa?
Não... o homem que chora corajoso é por denunciar sua dor...
Quem chora poderá ser frágil sem mostrar fracasso.
O medo abala uma mão armada, com medo da bala.
As pálpebras pesadas mostrando cansaço.
Vida, vida, vida... morte, o que há de ser dos fortes?
O monólogo persiste em tremor sozinho, sórdido e silencioso.
Não, a fala não pode sair, nem contar do medo que há.
Não, os olhos não podem desmentir a coragem inventada.
Enfrentar o mundo partindo sem escudo...
Cosmo abismal com sismo acorda o medo que estremece.
Que os restos da covardia exploda nos ares da incapacidade.
Como relâmpago acenda a luz dos olhos medrosos.
O Excesso de pensamento confronta a história do homem.
Ontem sobre um facho de luz os lírios brancos vestiram um rei.
Os soberanos haverão de temer sua tirania.
Hoje alguém plantará um campo de lírios de concentração...
Lá habitará aquele que venceu o medo de arriscar.
Os que encontraram a morte sem chance de lutar.
Sustentáculo erguido quando houve o cataclismo.
Ali jaz o medo da morte ante a vida findar.
Temerosos encorajados carregam suas cruzes,
fincando-a no último torrão aniquilado.

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